Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Se queres conhecer o passado, examina o presente que é o resultado; se queres conhecer o futuro, examina o presente que é a causa”.

Confúcio – pensador e filósofo chinês

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Denunciantes e denunciado no caso CA-FPF e SAFESP

joelhos 1

Seguindo meu entendimento, acoplado com determinadas dúvidas, tornei a ler e reler sobre as denuncias envolvendo Arthur Alves Junior, presidente do SAFESP, recentemente dispensado da CA-FPF. Este procedimento reforçou o que sempre entendi: Todos os participantes o fizeram de livre e espontânea vontade, nada foi na marra. Por este motivo, se escorar no lugar comum da pressão psicológica não ameniza; esta na cara que o aceite se deu por subserviência, com propósito de atingir objetivos

Nociva

A subserviência expõe a degradação ética, como também, o nada que se é quanto cidadão. Reforçando meu contrariar a pessoas subservientes; faço minha a frase:

“O medo e a subserviência pervertem a natureza humana”.

Criada por François Rabelais: escritor, padre e médico francês renascentista

Gravação

Conforme exposto no Blog do Marçal, ex- funcionária do SAFESP relata que Arthur Alves Junior pagava as despesas das noitadas que curtiam em casas de show e boates, com o cartão corporativo

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Finanças do SAFESP

Seguindo com o meu reler e avaliar das denuncias publicada na terça feira 01/12, com o titulo “A Fórceps” encontramos que o presidente que antecedeu Arthur Alves Junior na presidência do sindicato, entregou o caixa com R$ 500 mil; que, da sua primeira eleição, ocorrida em 2010, até o dia 30/12/015, no mesmo caixa havia somente R$ 30,00

Coautoria

Incabível acreditar na ingenuidade dos seus pares de diretoria, principalmente, do tesoureiro, vez que, em meu pequeno conhecimento, todos os movimentos financeiros devem ter sua aceitação ou recusa. O mesmo cabe aos membros do conselho fiscal ao examinar as contas da diretoria; havendo dúvida sobre qualquer dos documentos ali assentados, sem vacilar, mesmo que pressionado, o fiscalizador tem o dever e obrigação de pedir explicações. Seguindo com suas suspeitas, não deve apor sua assinatura, mas, sim, relatar a razão de sua negativa, Se assim não o fez ou fizer, não tem desculpas! É coparticipe

Tá de brincadeira

Ao que foi divulgado, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, surpreso com as noticias sobre o comportamento do funcionário Arthur Alves Junior, tomou a decisão de dispensá-lo. Fosse coerente, o “puro” presidente da FPF, alargaria sua decisão a todos os componentes da comissão de árbitros, e, não admitiria, mesmo que dele seja amigo, quem, segundo rumores, o fez, num ontem não muito distante.

Concluindo

Se revolverem o comportamento do então DA, hoje CA da FPF, certamente, virá à tona, os malabarismos que proporcionaram e proporcionam a súbita ascendência de muitos árbitros (as)

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38ª e ultima Rodada da Serie A do Brasileirão – 2015

Domingo 06/12

Corinthians 1 x 1 Avaí

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (FIFA-RS)

Item Técnico/Disciplinar

Meia boca

Coritiba 0 x 0 Vasco

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Item Técnico

Deixo de sinalizar penalidade claríssima a favor do Vasco da Gama, no momento que em Nenê, seu principal componente, fou derrubado por dois dos seus oponentes. Ressaltando que o lance ocorreu sob as vistas do árbitro

Item Disciplinar

Cartão amarelo para defensor do Coritiba e vermelho para defensor do Vasco, corretamente aplicados

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Política

Podridão e esperança

A política brasileira está podre. Ela é movida a dinheiro e poder. “Dinheiro compra poder, e poder é uma ferramenta poderosa para se obter dinheiro. É disso que se trata as eleições: o poder arrecada o dinheiro que vai alçar os candidatos ao poder. Saiba que você não faz diferença alguma quando aperta o botão verde da urna eletrônica para apoiar aquele candidato oposicionista que, quem sabe, possa virar o jogo. No Brasil, não importa o Estado, a única coisa que vira o jogo é uma avalanche de dinheiro. O jogo é comprado, vence quem paga mais”.

Assustador o diagnóstico que o juiz Márlon Reis faz da política brasileira. Conhecido por ter sido um dos mais vibrantes articuladores da coleta de assinaturas para o projeto popular que resultou na Lei da Ficha Limpa, foi o primeiro magistrado a impor aos candidatos a prefeito e a vereador revelar os nomes dos financiadores de suas campanhas antes da data da eleição. Seu livro Nobre deputado: Relato chocante (e Verdadeiro) de Como Nasce, Cresce e se Perpetua um Corrupto na Política Brasileira, editora LeYa, 2014, merece uma reflexão.

A radiografia do juiz, infelizmente, vai sendo poderosamente confirmada pelas revelações feitas pela Operação Lava Jato. Em resumo, amigo leitor, durante os governos petistas, ancorados num ambicioso projeto de perpetuação no poder, os contratos da maior empresa brasileira com grandes empreiteiras eram usados como fonte de propina para partidos e políticos. Dá para entender as razões da vergonhosa crise da Petrobras – pilhagem, saque, banditismo, estratégia hegemônica, que atinge em cheio os governos de Dilma Rousseff e Lula.

O escândalo da Petrobras, pequena amostragem do que ainda pode aparecer, é a ponta do iceberg de algo mais profundo: o sistema eleitoral brasileiro está bichado e só será reformado se a sociedade pressionar para valer. Hoje, teoricamente, as eleições são livres, embora o resultado seja bastante previsível. Não se elegem os melhores, mas os que têm mais dinheiro para financiar campanhas sofisticadas e milionárias. Empresas investem nos candidatos sem qualquer idealismo. É negócio. Espera-se retorno do investimento. A máquina de fazer dinheiro para perpetuar o poder tem engrenagens bem conhecidas no mundo político: emendas parlamentares, convênios fajutos e licitações com cartas marcadas.

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Finalizando

“Não tenho medo de morrer; tenho medo, sim, é de deixar de viver”

François Mitterant – foi advogado, político e Presidente da França

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-12/12/2015

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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