Indicação de Fernando Sarney à FIFA sugere CBF ainda pior no futuro

Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero… não são poucos os ataques que minaram a maior das paixões populares deste país: o futebol brasileiro.
A insistência da sobrevivência, amparada num passado glorioso, a cada ano se enfraquece, diante de uma CBF (ou Casa Bandida, para alguns) sem transparência, recheada de escândalos e elementos de pouca credibilidade.
Quando não, bandidos, conforme comprovam diversos órgãos de investigação.
Mas nada é tão ruim que não possa ser piorado: ontem, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero (o que prometeu nunca renunciar “porque quem renuncia tem alguma coisa errada na vida”) entregou seu cargo de representante da CONMEBOL no Comitê Executivo da FIFA, dando sequencia à série de constrangimentos ocasionada pelo medo de ser atingido pelas investigações do FBI.
A notícia, que, a princípio, parece positiva, veio acompanhada do anúncio de indicação do vice da CBF, Fernando Sarney, para a vaga do renunciante.
De sobrenome auto-explicativo, o dirigente, que, assim como Teixeira (de triste lembrança) desconhece a regra do impedimento, tem em seu currículo diversas acusações de crimes e atos de corrupção.
Se antes não era tratado como favorito à sucessão de Del Nero, Sarney, por razões óbvias, ganha corpo, trazendo consigo elementos políticos suficientes (amplamente conhecidos) para abocanhar a CBF e torná-la ainda mais inimiga do esporte nacional.
Apesar de lutar bravamente, o futebol brasileiro (tratado, diversas vezes, pela PF, como ideal para a prática de lavagem de dinheiro), combalido, sobreviverá a mais este atentado ?
