Neto, Paulinho do Ouro… turma de Jaça começa a abandonar gestão do Corinthians
Nas eleições que fizeram de Mario Gobbi presidente do Corinthians, o conselheiro Jaça, responsável, entre outras coisas, por levar Andres Sanches, ainda jovem, para o Parque São Jorge, rompeu com o grupo e apoiou a oposição.
O tempo passou e sob promessas de cargos relevantes na gestão Roberto “da Nova” Andrade, o ex-preso por Jogo de Bicho, recapitulou, voltando a apoiar, no último pleito, seus parceiros anteriores.
Se deu mal.
De cara, ficou de fora do pretendido cargo de Diretor de Futebol, tendo ainda a decepção de ver empossado um “Edu (Gaguinho) dos Gaviões”, que sequer competência, nem tempo de clube para tal possuía.
A explicação ?
Sanches precisava pagar pelos serviços, imundos, executados pelo novo dirigente, seja no período “Fora Dualib” ou nas atuações em delegacias para soltura de marginais das “organizadas”.
Sobrou para Jaça as categorias de base, nas mãos de Onofre, um de seus subalternos.
No local, também, o “homem do jogo” colocou um de seus braços direitos, Paulinho do Ouro.
Porém, os vícios e compromissos com empresários e a cartolagem, que atuaram no setor durante os últimos oito anos, deixaram os gestores de Jaça incapacitados de realizarem no departamento o que desejavam (seja lá o que isso significar).
Surgiu ontem a informação que dois nomes absolutamente ligados a Jaça irão abandonar a gestão do Corinthians: o citado Paulinho do Ouro e o comentarista Neto (entregando a carteirinha de conselheiro).
A ação, se confirmada nos próximos dias (no PSJ o vento muda sempre de direção), ocasionará transtornos importantes, internamente, para a gestão Roberto Andrade, que entrará em conflito com pessoas que conhecem as entranhas de seus procedimentos e também dos que a ele estão coligados.
O vice-presidente Andre Negão, ex-sócio de Jaça em “serviços lotéricos”, que o diga, “esburacado” que foi após o rompimento da amizade, anos atrás.

