Erro de diretor financeiro pode fazer Corinthians destinar R$ 500 mil, indevidos, ao Fundo gestor do “Fielzão”
O Corinthians venceu, a duras penas, o fraco Chapecoense, em partida do Campeonato Brasileiro disputada, devido a punição por comportamento inadequado de seu torcedor, no estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara.
R$ 501.499,00 foram arrecadados.
Em recente entrevista ao canal SPORTV, o diretor financeiro, Emerson Piovesan, afirmou, após questionamento, que toda a renda desta partida seria destinada ao FUNDO ARENA II, que faz a gestão dos recursos utilizados na quitação da dívida do estádio.
Pior, garantiu fazê-lo por tratar-se de um obrigação contratual.
Não é.
O contrato obriga o Corinthians a jogar 90% dos jogos em que é “mandante” no “Fielzão”, e, somente dentre estas partidas, obrigatoriamente, destinar os valores à amortização com o Fundo.
Nos outros 10% (caso de Araraquara), não.
Em período que o clube anda de pires na mão, tomando dinheiro emprestado a torto e a direita, abrir mão de quantia substancial por desconhecimento de um acordo de tamanha importância é ação de incompetência incompatível com o cargo de diretor financeiro de um clube com a grandeza do Corinthians.
Provavelmente induzido ao erro, Piovesan deve, antes da fazer a bobagem, ler o contrato, não seguir ordens de um grupo que, por razões óbvias, tem absoluto interesse no ingresso dos recursos em contas inalcançadas pela fiscalização do conselho alvinegro.

