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Bizu: amado por uns e por outros, nem tanto

bizu

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Cláudio Tavares Gonçalves nasceu na cidade paulista de São Vicente em 18 de junho de 1960 e entrou na história do futebol brasileiro pelo nome de Bizu.

O seu começo no futebol aconteceu em 1979, em uma pequena equipe do futebol catarinense, o Caçadorense. Após um ano de experiência foi contratado pelo Blumenau onde atuou até 1982.

Após rápida passagem pelo Bangu, chegou ao Avaí, em 1983, onde se destacou na equipe que conquistou a primeira fase do campeonato estadual, a Taça Governador do Estado. Já no ano seguinte foi contratado pela equipe gaúcha do Novo Hamburgo. Ao que tudo indicava sua vida profissional seria similar a de um nômade, passando de clube em clube.

Foi com esta fama que chegou ao Caxias para disputar o campeonato gaúcho de 1987. O primeiro turno daquele estadual marcou definitivamente a carreira de Bizu. Ele comandou a equipe grená que conquistou o primeiro turno do Gauchão daquele ano (após vencer o sorteio, ultimo critério de desempate, frente o Grêmio). Com 12 gols e até então artilheiro da competição, chamou a atenção do Palmeiras.

A equipe alviverde vivia um momento de grande pressão, sobretudo por conta do jejum de títulos, que começara em 1976. Ficou pouco tempo na equipe paulista, atuando em 30 oportunidades e marcando apenas 4 gols. Alvo de muitas críticas dos torcedores virou motivo de piada por grande parte da imprensa. Acabou encostado e emprestado para o Náutico.

Chegou ao Timbu em 1988, quando foi vice campeão brasileiro da segunda divisão, em uma pequena amostra do que viria acontecer nos anos seguintes. Em 1989, viveu o seu melhor momento. Foi artilheiro do campeonato pernambucano, ao marcar 31 gols em 35 jogos, uma média fantástica de quase 1 gol por partida. Além disso, foi campeão da competição e autor do gol do título frente o Santa Cruz, aos 43 minutos do segundo tempo, na vitória por 2 a 1, em 3 de agosto daquele ano. Ainda naquele ano foi o vice artilheiro do campeonato brasileiro ao marcar 10 dos 16 gols da equipe pernambucana, que teve o melhor ataque daquela competição. Por fim, foi escolhido pela revista Placar, o melhor atacante do campeonato, o que lhe valeu a conquista da tradicional Bola de Prata.

Em 1990, voltou a se destacar. Além de, novamente, ser artilheiro do estadual e vice artilheiro do campeonato brasileiro, foi artilheiro da Copa do Brasil, com 7 gols marcados. Depois de mais um ótimo campeonato brasileiro em 1991, foi contratado pelo Grêmio. Com 31 anos, foi recebido com desconfiança e acabou não repetindo suas boas atuações.

Contratado pelo CSA de Alagoas em 1992, ainda naquele ano estaria de volta ao Timbu, onde foi vice campeão estadual. Chamou a atenção do rival Sport, ao comandar os alvirrubros em uma sonora goleada por 4 a 1, em 6 de dezembro daquele ano, e acabou contratado pelos próprios rubro-negros para a temporada de 1993. No ano seguinte, 1994, foi contratado pelo Ceará, e posteriormente já estaria de volta ao Náutico. Após defender a equipe gaúcha do Aimoré, em 1995, se despediu do futebol em 1996, jogando no Novo Hamburgo.

Bizu é daqueles jogadores que viveram no limiar do amor e ódio. Enquanto é considerado um dos piores atacantes da história do Palmeiras, é idolatrado pelos torcedores do Náutico, onde é o sexto maior artilheiro da história do clube com 114 gols marcados. Um legítimo artilheiro que viveu dos gols que marcou.

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