Por que o Palmeiras fecha grandes contratos e outros clubes tem dificuldades ? O Presidente não cobra comissão

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O Corinthians, apesar de toda a exposição midiática, encontra enormes dificuldades para fechar contratos de patrocínio, além das vendas de naming-rights e camarotes para o “Fielzão”.

Enquanto isso, o Palmeiras, tão grande quanto, mas com menor visibilidade, nunca arrecadou tanto, nas mesmas questões levantadas acima.

Qual é o mistério?

Simples: o presidente palestrino, Paulo Nobre, nunca, em momento algum, pediu comissionamento nas mesas de reuniões, fator que torna o negócio, por razões óbvias, mais atrativo ao parceiro, além de sugerir a credibilidade necessária a quem precisa pagar caro para expor seu produto.

No Corinthians as coisas são bem diferentes.

O clube chegou a acertar as base de um contrato de “naming-rights” nos Emirados Árabes, ocasião em que Andres Sanches, acompanhado do intermediário Francesco Arruda, levaram para reuniões o advogado do clube, Dr. Felipe Santoro, no intuito de redigir e acompanhar as assinaturas.

A certeza era tanta que o ex-presidente alvinegro desandou a espalhar notinhas pela mídia do fechamento do negócio.

Porém a transação estagnou quando Sanches e Arruda exigiram que o comissionamento (escandalosos 20%) fosse depositado a vista, em conta da PRIME INVESTIMENT (de propriedade do intermediário), no exterior.

Detalhe: enquanto o Corinthians receberia seu “naming-rights” parcelado, a dupla exigia a parte que julgava lhes caber, à vista.

Outros clubes brasileiros, apesar da retração do mercado, enfrentam problema semelhantes.

Recentemente, o São Paulo, de Carlos Miguel Aidar, perdeu a chance de reformar o Morumbi após vazamento de informação de que o clube teria acertado pagamento de comissão (20%) a Cinira Maturana, 1/2 namorada do mandatário Tricolor, condenada na Justiça por fraude de falência.

A construtora SERVENG, temerosa com os rumores de investigações noutras empresas do ramo, oriundas da “Operação Lava Jato”, saiu correndo do negócio.

O exemplo de Paulo Nobre, um milionário, por vezes é relativizado pelo fato de sua condição financeira ser abastada: “ele não precisa roubar”, dizem alguns.

Porém, basta verificar quantos dirigentes de clubes enriqueceram ao longo dos anos e só aumentaram a sanha pelos recursos de suas agremiações.

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