Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida”.

Autoria desconhecida

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O continuar dos fiascos praticados por responsáveis pela CA-FPF

Para participar do “sorteio” que indicaria o nome do árbitro da contenda Palmeiras x Corinthians, referente à terceira rodada da Serie A do Campeonato Paulista 2015, os membros da “independente” comissão de árbitros da FPF, selecionaram o nome de 06 árbitros.

Procedimento para o sorteio 

Aos que não acompanham este proceder, esclareço: O nome do árbitro é depositado em uma das metades de uma bolinha de isopor e rosqueada na outra metade; em seguida, as bolinhas contendo o nome dos árbitros, são colocadas em uma cuia, por pessoa indicada, que deveria embaralhá-las, finalizando com abertura, retirada da papeleta e divulgação do nome ali inserido.

Observação

No “sorteamento” dos árbitros que trabalharam nas duas primeiras rodadas, notei que a pessoa indicada para tirar a bolinha da cuia e divulgar o nome inserido na papeleta, primeiro tirou a bolinha, depois, embaralhou as restantes; fato repetido na terceira rodada.

Bizarro

Voltando ao “sorteio” da contenda Palmeiras x Corinthians, alusivo a terceira rodada da serie A do Campeonato Paulista, via TV, notei que: assim que a pessoa indicada retirou uma das bolinhas, colocando-a, em uma das mãos; ocorreu o brusco intervir do presidente da CA-FPF, impedindo-o, de divulgar o nome do árbitro ali inserido, alegando (fato concreto) que uma das bolinhas que ficaram na cuia, estava aberta, com a papeleta exposta.

Duvidas

Ao impedir a divulgação do nome do árbitro, cuja bolinha se encontrava na mão da pessoa indicada e impor uma segunda escolha, cuja bolinha constou Rafael Claus; o presidente da CA-FPF permitiu que este ex-árbitro, materialize o duvidar desde o advento do processo de “sorteamento” na FPF, demais federações e CBF.

Terceira Rodada da Série A do Paulista 2015

Sábado 07/02

São Bento 3 x 0 Marília

Árbitro: Philippe Lombard

Itens Técnico/Disciplinar  

Aceitável

São Paulo 2 x 0 XV de Piracicaba

Árbitro: Vinicius Furlan

Itens Técnico/Disciplinar

Deixou de sinalizar algumas faltas; em meio a estas, a penalidade máxima cometida por Rogério Ceni, goleiro são-paulino, por ter atingido o costado de um dos oponentes, em uma de suas defesas

Domingo 08/02

Palmeiras 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Raphael Claus

Item Técnico

Poucas falhas

Item Disciplinar

Por atrasar a reposição da bola ao jogo, em tempos distintos, o árbitro cumpriu o inserido nas leis do jogo e corretamente, advertiu o goleiro corintiano Cássio com o cartão amarelo, resultando na sua expulsão, através o cartão vermelho.

Rematando

Raphael Claus e assistentes, não tiveram influência no resultado da refrega.

4ª Rodada da Série A do Campeonato Paulista

Quarta Feira 11/02

Santos 0 x 0 São Paulo

Árbitro: Leandro Bizzio Marinho

Itens técnico/Disciplinar

Partida bem disputada, resultando, no desempenho aceitável dos representantes das leis do jogo

Quinta Feira 12/02

XV de Piracicaba 1 x 2 Ituano

Árbitro: Alessandro Darcie

Assistente 01: Carlos Augusto Nogueira Junior

Assistente 02: Fausto Viana Moretti

Item Técnico

Durante o transcurso da etapa inicial o árbitro cometeu erros que prejudicaram a equipe do Ituano; clareio:

1º – Por não ter marcado claríssimo lance de penalidade máxima

2º – No momento em que bem colocado, ou seja, com o domínio visual do lance, acatou o subsídio do assistente 01, sinalizando impedimento em lance, totalmente legal.

Na segunda etapa em um dos ataques da equipe do Ituano, o árbitro Alessandro Darcie, voltou a errar em detrimento do Ituano, por ter acatado o assistente 01, marcando impedimento de um dos atacantes que houvera mandado a redonda pro fundo da rede do XV de Piracicaba, vez que, em cima da linha do gol encontravam-se o goleiro e um dos seus consortes.

Item Disciplinar

Por ter interpretações ambíguas sobre as leis do jogo, Alessandro Darcie, árbitro da contenda, irritou os contendores, fato que provocou diversos cartões de advertência.

Conclusão

Atuação fraquíssima dos representantes das leis do jogo, maior parte ao trabalho do árbitro.

Copa Libertadores – Primeira Fase – Jogo da volta

Onze Caldas 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Dario Ubriaco (FIFA-URU)

Itens Técnico/Disciplinar

Deficiências técnica e disciplinar, no entanto, não teve influência no resultado

No todo

Trabalho anêmico

Política

1

2

Dilma, a breve?

O governo Dilma acabou. É caso único na história republicana brasileira. Vitorioso nas urnas, duas semanas depois do pleito já dava sinais de exaustão. De um lado, a forma como obteve a vitória (usando da calúnia e da difamação) enfraqueceu a petista; de outro, o péssimo cenário econômico e as gravíssimas acusações de corrupção emparedaram o governo. Esperava-se que Dilma aproveitasse os louros da vitória para recompor a base política e organizasse um ministério sintonizado com o que tinha prometido na campanha eleitoral. Não foi o que aconteceu. Acabou se sujeitando ao fisiologismo descarado e montou um ministério medíocre, entre os piores já vistos em Pindorama.

A presidente imaginou (ingenuamente) que a vitória obtida nas urnas era mérito seu. Pobre Dilma. Especialmente no segundo turno, quem venceu foi Lula. Sem a participação direta do ex-presidente, ela teria sido derrotada. Vale sempre lembrar que, em vários comícios da campanha, a candidata foi “representada” por Lula. Mas ela entendeu que a vitória daria uma espécie de salvo-conduto para organizar a seu bel-prazer o Ministério e as articulações políticas com o Congresso Nacional. Ledo engano. Em um mês de governo, já gastou o crédito dado a qualquer presidente em início de mandato.

Isolada no Palácio do Planalto, a presidente perdeu a capacidade de iniciativa política. E pior: se cercou de auxiliares ruins, beirando o pusilânime. Nenhum governo sério pode ter na coordenação política Aloizio Mercadante. Na primeira presidência Dilma, ele ocupou três ministérios distintos e não deixou sequer uma simples marca administrativa. Foi um gestor de soma zero. Lula, espertamente, nunca o designou para nenhuma função executiva. Conhece profundamente as limitações do ex-senador e sabe o potencial desagregador do petista. Não satisfeita com a ruinosa escolha, Dilma nomeou para a coordenação política o inexpressivo e desconhecido Pepe Vargas. Não é a primeira vez que a presidente mete os pés pelas mãos ao formar sua equipe política. É inesquecível a dupla Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti, mas naquele momento a conjuntura política e o cenário econômico eram distintos.

Assolada pelo petrolão — que pode colocar em risco o seu mandato —, Dilma passou um mês escondida dos brasileiros. Compareceu à posse — que era o mínimo que se poderia esperar dela —, discursou e sumiu. Reapareceu na ridícula reunião ministerial, discursou sobre um país imaginário, brigou com um funcionário e só. Poderia ter aproveitado o tempo para articular a sua base de sustentação no Congresso. Mas não. Delegou aos auxiliares a atribuição presidencial. Ela dá a impressão de que não gosta da sua função, que não tem qualquer prazer no exercício da presidência e que estaria somente cumprindo uma missão (mas para quem?).

Como seria de se esperar, foi duplamente derrotada na eleição para as mesas diretoras da Câmara e do Senado. Na Câmara foi mais que derrotada, foi humilhada. Seu candidato teve quase que o mesmo número de Júlio Delgado e metade dos votos do vencedor. Em outras palavras, ficou a sensação de que o governo tem seguros apenas 25% dos votos dos deputados. Se fosse no final da gestão, seria ruim mas até compreensível. Porém, a nova presidência mal começou. Mais da metade dos parlamentares forma uma maioria gelatinosa, sem forma e que pode a qualquer momento, dependendo da situação política, se voltar contra Dilma.

No Senado, a vitória com Renan Calheiros pode ter vida curta. Ainda no ano passado foi revelada uma lista de parlamentares envolvidos com o doleiro Alberto Yousseff e dela fazia parte o senador por Alagoas. Caso se confirme, veremos novamente o filme de 2007: ele deverá renunciar à presidência para, ao menos, garantir o seu mandato. E naquela Casa — agora com uma participação mais qualificada da oposição — também a maioria dos senadores vai, primeiro, pensar em garantir o seu futuro político e depois em defender o governo.

Dessa forma, Dilma corre perigo. Sem uma segura base parlamentar, tendo, especialmente na Câmara, um presidente que não reza pela sua cartilha; e com uma pífia coordenação política, poderá ter a curto prazo sérios problemas. De forma mais direta: vai ter de engolir uma CPI sobre a Petrobras. E com o que conhecemos até hoje da Operação Lava Jato, o seu mandato pode ser abreviado — caso, evidentemente, se confirmem as denuncias envolvendo a empresa, políticos e o Palácio do Planalto

Lula se mantém em silêncio. Estranho, muito estranho. Por quê? Ele, que sempre falou sobre tudo, mesmo quando não perguntado, agora está homiziado em São Bernardo do Campo. Medo? Teria vergonha da compra da refinaria de “Passadilma”? E o projeto mais desastroso da história do Brasil, a refinaria de “Abreu e Lulla”? Como explicar que tenha custado dez vezes mais do que foi orçada? Conseguiria responder sobre a amizade com Paulo Roberto Costa, mais conhecido como “Paulinho do Lula”? O silêncio é uma forma de confissão? Afinal, foi durante a sua presidência que foram gestados estes escândalos.

Teremos um 2015 agitado, o que é muito bom. Nunca um governo na História da República esteve tão maculado pela corrupção, nunca. O que o Brasil quer saber é se a oposição estará à altura da sua tarefa histórica. Se não cometerá os mesmo erros de 2005, no auge da crise do mensalão, quando não soube ler a conjuntura e abriu caminho para a consolidação do que o ministro Celso de Mello, em um dos votos no julgamento do mensalão, chamou de “projeto criminoso de poder.

Autor: Marco Antonio Villa – Historiador e mestre em Sociologia

Finalizando

“As pessoas têm a mania de falar que não discute política e nem religião, enquanto isso os políticos e pastores enchem os bolsos com o dinheiro delas”.

Paulo Batista dos Santos

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Chega de Mentira, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-14/02/2015

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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