Paulo Castilho perde a razão, mesmo quando tem razão
O promotor Paulo Castilho errou durante toda a semana ao pressionar os clubes, a Federação e a PM a realizarem a partida entre Palmeiras e Corinthians com torcida única.
No final a Justiça decidiu pelo óbvio, e todos os torcedores puderam comparecer.
Nem mesmo as brigas em torno do estádio dão razão ao promotor, sabedor que somos de que poderiam ocorrer em qualquer local da cidade, vide o caso do metrô Carrão, no último sábado, em que criminosos dos Gaviões da Fiel agrediram são-paulinos e os clubes referidos sequer jogariam um contra o outro.
Castilho tem razão, porém, ao dizer que os dirigentes são culpados pela violência ao subsidiar torcedores “organizados” em detrimento dos “comuns”, e tem agora provas para punir ao menos um deles, o ex-presidente Mario Gobbi, do Corinthians, que em meio as eleições do clube liberou entradas gratuitas aos Gaviões, confirmando a “operação” no site do clube, com a alegação de que o preço estava “muito caro” para o torcedor.
Como se noutros jogos do Timão fossem baratos.
A grande questão é que Castilho, agora com ação de facilitação comprovada, não parece inclinado a insistir no assunto, com abertura de inquerito, mas apenas dar pronunciamentos a respeito, garantindo visibilidade, mas evitando problemas políticos futuros.
Ou seja, mesmo quando consegue ter razão, o promotor, absolutamente ligado a cartolagem, perde a razão por não agir de acordo com as obrigações de sua profissão.

