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Saiba como a cúpula da arbitragem nacional “comprou” dono de site que fingia investigá-la

marçal

Em 2011, no estúdio da rádio MidiaCast, este jornalista foi testemunha – e em alguns momentos dela participou – de uma conversa entre os ex-árbitros Euclydes Zamperetti Fiori e Marcelo Marçal.

O bate-papo durou três horas e meia.

Marçal solicitou a entrevista, que, por estranhas razões, nunca colocou no ar, seja em seu blog ou no site “Apito Nacional”, espaços que mantém até os dias atuais.

Por diversas ocasiões, enviamos a gravação ao então blogueiro, apesar dele próprio, com seu equipamento, também ter efetuado a captação.

Uma das explicações para a não divulgação da conversa, acreditamos eu e Fiori, à época, talvez fosse as severas críticas feitas por Marçal, corroboradas por todos os presentes, aos principais nomes da cúpula da arbitragem brasileira.

“Ele ficou com medo”, acreditou Fiori, desconfiando, até, da finalidade da entrevista que lhe fora solicitada: “o cara vem, grava, e depois, sem satisfação alguma não publica ?”

Testemunhamos Marcelo Marçal, talvez por já, de antemão, não ter como objetivo levar a público, apenas colher informações (sabe-se lá a pedido de quem), e detonar com Arthur Alves Junior e Sérgio Corrêa da Silva, os nomes fortes dos que comandam o apito brasileiro.

“Ladrões, “Safados”, “Pilantras”, “vendedores de escalas”, “a serviço dos desejos dos cartolas”, foram os mais agradáveis adjetivos utilizados para definí-los, com registro em nossos equipamentos, inclusive do discurso de moralidade pregado por Marçal, que utilizava seu espaço na internet, até então, para atacar duramente os desmandos dos bastidores da arbitragem nacional.

Porém, os anos se passaram, e as suspeitas que pairavam não apenas na cabeça de Fiori como também deste jornalista passaram a tomar corpo.

De “Fudido”, ‘Duro”, palavras utilizadas por Marçal para se auto-definir, estranhamente, passou a ostentar viagens para todos os cantos do país, com direito a estadias em hotéis de bom porte, e coberturas de arbitragem que, até então, não se encaixavam no perfil de seu espaço, muito menos no padrão de vida apresentado.

As críticas aos chefes da arbitragem cessaram na mesma proporção que cresceram os elogios, em ação que, por razões óbvias, não mais necessitava de explicações.

Marcelo Marçal e seus antes “combativos” espaços, na verdade, tratavam-se de um negócio pré-determinado, muito comum entre picaretas da imprensa: oriundo das entranhas da arbitragem, o ex-juíz “soltou” um pouco do que viu, publicamente, para cobrar vantagens de quem denunciou, evitando, assim, que novos assuntos viessem a tona.

A entrevista com Fiori, o colunista de arbitragem mais lido do Brasil, pode ter sido utilizada, inclusive, como comprovação de lealdade, fator que deixou Marçal “de bem” com a cúpula.

Fato é que, recentemente, Marçal, já sem o menor constrangimento, assumiu cargo de assessor de comunicação nos órgãos em que Artur Alves Junior (a quem tratava como “ladrão, safado”, “pilantra”, etc) comanda, com remuneração acima da média.

Além disso, em clara atitude imoral e desprovida de ética, mantém no ar os sites referidos (Blog do Marçal e Apito Nacional), que antes criticavam os bastidores da arbitragem, mas agora servem, por razões óbvias, aos interesses daqueles que, o próprio Marçal sabe, e disse na referida conversa que gravamos, corrompem e são corrompidos pelo imundo bastidor do futebol brasileiro.

O relato acima tem como finalidade, não apenas abrir os olhos de quem acessa os tais espaços em busca de opinião e informações isentas – e não vai encontrar – mas também os leitores deste espaço, para que saibam como agem aqueles que comandam a arbitragem brasileira, calando as vozes que se levantam, além de coagindo quem ousar enfrenta-los.

Nas últimas semanas, indignado com o que tem acompanhado nos procedimentos de Marcelo Marçal, além de testemunha do que era pregado antes da referida cooptação, o ex-árbitro Fiori passou a realizar duras críticas sobre a situação, seja em sua coluna, no Blog do Paulinho, como também em seu espaço no facebook.

Não se sabe, por medo ou orientado por aqueles que financiam suas palavras, viagens, hospedagens e outras coisas mais, Marçal, que disse, anos atrás, ser fã de Fiori e também deste jornalista, além de abominar seus agora patrões, também, pelas mídias sociais, passou a mentir ainda mais.

Insinuou que Fiori somente mantém coluna no Blog do Paulinho porque ajudaria financeiramente o espaço (uma mentira absoluta), dizendo também que o mesmo “não tem coragem” de abrir seu próprio blog.

Disse também, noutra maldosa insinuação, que Fiori vive confortavelmente em cargo concursado, e que por isso pode se dar ao luxo de falar o que bem entender, enquanto ele Marçal, tem contas a pagar, o que justificaria, em tese, sua “venda” de opinião.

Vamos por partes.

Antes de Marçal pensar em colocar apito na boca, Fiori, mesmo arbitrando, já lutava contra os desmandos da cúpula da categoria, tendo sido penalizado pelo Sistema com duas expulsões do Sindicato, além de diversas sanções silenciosas, que o impediram até de ir mais longe na carreira.

Basta lembrar, por exemplo, do caso de Dulcidio Wanderley Boschilia, que também não se vendia, e por tal razão jamais chegou a utilizar distintivo da FIFA, embora, por anos, tivesse sido, reconhecidamente, o melhor árbitro do Brasil.

Além disso, antes deste jornalista pensar em lançar o “Blog do Paulinho”, Fiori já tinha publicado o livro “A República do Apito”, e escrevia no site da AAGSP, textos que, pelo teor e independência, levaram-no a ser convidado a participar deste espaço, que, à época, sequer possuía relevância na internet.

Se hoje atingimos 40 mil acessos diários, o fizemos de maneira independente, razão de tamanho sucesso.

Com relação a vida “confortável” de Fiori, a que, por sinal, faz jus, é consequência de árduo trabalho como Investigador de Polícia, e ser concursado é motivo de orgulho, diferentemente daqueles que recebem cargos em Sindicatos de Arbitragem, e são tratados como prostitutas, ou seja, quando o corpo e a língua não mais servirem, voltarão para a sarjeta, indignos de confiança que são.

Para finalizar, ao tocar nos problemas de ter “que pagar as contas”, mas, ainda assim, trabalhando com a cúpula da arbitragem, manter no ar sites que supostamente fazem denúncia no meio, Marcelo Marçal escancarou sua cooptação e deixou claro que seus espaços existem apenas para ‘tomar algum” de quem se incomodar com as postagens.

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