Sanches/Fernando Garcia vs. Gobbi/Edu Gaspar: a verdade sobre a fracassada negociação do goleiro Danilo, da Chapecoense

paulo e andres

O MARTELO BATIDO

O portal Globo Esporte publicou, ontem, que o presidente do Corinthians, Mario Gobbi, vetou a contratação, já palavrada, do goleiro Danilo, da Chapecoense, que teria sido realizada por intermediação do candidato ao cargo máximo do clube, Roberto “da Nova” Andrade.

Não é verdade.

Vamos, detalhadamente, aos fatos:

O goleiro Danilo foi trazido para São Paulo e permaneceu hospedado, por quatro dias, junto com familiares, no Hotel Holliday Inn, localizado às margens do Rio Tietê, local em que as tratativas foram realizadas.

Roberto Andrade em momento algum participou do negócio, tendo seu nome introduzido, posteriormente, para fins eleitorais.

No hotel, sentaram os representantes do jogador, Tite (não se trata do treinador) e Daniel, ambos de Porto Alegre, com o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches.

Do exterior, através de videoconferência, participou Fernando Garcia, irmão do adversário de Roberto nas eleições alvinegras, Paulo Garcia.

No acerto, todos saíram “satisfeitos”, com o pedaço maior sendo destinado ao co-proprietário da Kalunga – do qual Sanches retiraria sua parte – e outro permanecendo com os intermediários gaúchos, sobrando pequeno percentual para o Corinthians.

O DESACORDO

edu gaspar e gobbi

“Não fui candidato a Deputado Federal ! Não preciso pagar favor nenhum ao Fernando Garcia”

Aos berros, o delegado Mario Gobbi, apoiado por Edu Gaspar, rechaçou, de pronto, o acerto com o goleiro contratado pela dupla Sanches/Garcia.

Referia-se, evidentemente, às doações de campanha (mais de R$ 600 mil) efetuadas pela família Garcia ao ex-mandatário alvinegro.

O clima ficou pesado.

Mais ainda no hotel em que jogador, seus familiares e empresários se hospedaram, a custas destes:

“Nos fizeram de palhaços. Fomos enganados. Não somos moleques.”, reagiram os representantes do jogador ao serem informados que os intermediários não haviam sido autorizados pela diretoria do Corinthians, como disseram, a negociar em nome do clube.

Sanches desculpou-se e disse, após contar o ocorrido no Parque São Jorge, que a indignação de Gobbi e Gaspar, além de política, foi por terem ficado de fora dos “benefícios” (não necessariamente com essas palavras) da negociação.

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