São Paulo e BWA: procedimentos de Aidar cada vez mais explícitos na presidência
O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, ex-advogado da MSI, de Kia Joorabchian, deixa claro, a cada dia, que não está pra brincadeira no comando do clube.
De cara descobriu-se as negociatas com a SERVENG para beneficiar, com altíssimo comissionamento, seus parceiros de negócios das antigas.
Temerosa, a construtora pulou fora e nunca mais pisou no Morumbi, estádio que estava certa para reformar.
Na sequencia, decidiu rifar a Penalty do clube, colocando no lugar outra fabricante, também intermediada pelos mesmos do episódio referido anteriormente.
Agora, enfim, Aidar dá mostras de suas pretensões nos departamentos de futebol do Tricolor – profissional e amador.
Reuniu-se, durante a semana, com Bruno Balsimelli, dono da BWA, empresa de má-fama amplamente conhecida não apenas pelo público, mas também nos órgãos federais de investigação.
E não se trata de ingressos, mas de “parceria” em contratação de jogadores.
O leitor que acompanha este blog sabe que a BWA tem estreito relacionamento com o que há de pior entre os intermediários de atletas, entre os quais muitos deles associados a organizações criminosas do Leste Europeu.
Em 2009, o próprio São Paulo, sob o comando de Juvenal Juvêncio, tratou de expulsar a empresa do Morumbi.
Dentre várias denúncias sobre os procedimentos da BWA com jogadores brasileiros negociados ao Exterior, publicamos, em 2012, a do empresário Nilton Barbosa, dizedo que até fome os atletas da empresa enfrentaram:
Empresário acusa BWA de abandonar jogadores no exterior e cobra calote
Corinthians, Palmeiras e Santos foram vitimados pela BWA, que emprestava dinheiro a todos, com taxas de agiotagem, e depois tomava posse de atletas da base como garantia de pagamento, que, por razões óbvias, não eram efetuados.
Esquema que, tudo indica, Aidar parece estar disposto a introduzir no Tricolor.
