O vexame do Prêmio ACEESP
O prêmio ACEESP, que deveria premiar os melhores jornalistas do Brasil, foi entregue em evento realizado ontem, sob forte constrangimento.
Diferentemente do prestigiado prêmio “Comunique-se”, são grandes as suspeitas de manipulação no resultado.
Os jornalistas sabem, comentam entre si, mas até divulgam, temerosos de que com o monopólio da venda de carteirinhas (credenciais), a associação pode, de alguma maneira, dificultar-lhes o trabalho.
Os indicados e vencedores – quando não unanimidades da profissão – quase sempre são escolhidos de uma lista de simpatizantes da gestão.
Ontem, muitos deles, em desprestígio, sequer se deram ao trabalho de comparecer ao evento.
Sem ter como remediar, os apresentadores passaram a fazer piadas com o assunto, em meio a diversas entregas a “representantes” de “A” ou “B”, que faltaram em meio a criativas justificativas.
Um vexame.
É o que sobrou de uma Associação gerida pela mãos de gente ligada ao que há de pior no mundo do jornalismo, sem representatividade, suspeita em todos os atos – inclusive nos sem importância, como é a atual premiação – e que, para sobreviver, vende carteirinhas até para órgãos de imprensa que tiveram os proprietários expulsos da entidade por atos de falcatruas, ainda na rara (no histórico da ACEESP) e decente gestão de Capriotti e Quartarollo.

