Bi-Campeão, o Cruzeiro não é melhor por acaso
O Cruzeiro, após a esperada vitória sobre o Goiás, por dois a um, no lotado Mineirão, sagrou-se Campeão Brasileiro pela segunda vez consecutiva, terceira em sua história no campeonato, quarta pelas novas contas da CBF.
Com duas rodadas de antecipação.
Gols de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, símbolos da conquista.
Absolutamente merecido.
Seu treinador, Marcelo Oliveira, tirou de alguns jogadores medianos o que muitos clubes anteriores não conseguiram e melhorou a condição técnica doutros, como no caso de Everton Ribeiro, comum em diversas equipes, mas fundamental na articulação dos mineiros.
Mas o grande mérito do treinador, e da diretoria que lhe deu condições de trabalho, está na filosofia prioritária de jogar futebol para vencer e não apenas evitar o jogo do adversário, como muitos fazem, contando com s sorte em eventuais contragolpes ou vacilos dos opositores.
Ser campeão atuando com a coragem e ousadia do Cruzeiro é bem mais importante, histórico e prazeroso do que vencer qualquer torneio, seja lá de que relevância for, de maneira robotizada, triste e pouco inspirada.
Tomara os dois anos consecutivos de conquistas, que ratificam, sem dúvida, a certeza do acerto cruzeirense, sirvam de inspiração para tantos “professores” e “cartolas” que insistem no retrocesso.
O torcedor do Cruzeiro, feliz pelo desempenho da equipe, tem mesmo razões para virar a noite, cantar o hino e se orgulhar de mais um título importante na rica história do clube.

