Papeletas indicariam time a ser ajudado pela arbitragem no futebol brasileiro

apito

Conversamos, anteontem, com ex-árbitro de futebol que abandonou a carreira por não mais suportar viver em meio à corrupção que, segundo ele, “atinge todos os níveis da arbitragem nacional.”

Hoje, odontologista, conta histórias que demonstram o quanto a paixão nacional é desprezada por aquele que deveriam prezar pelas leis do jogo.

E cita nomes.

“O Coronel Marinho é um pau-mandado… mas não de graça… participa.”, diz, complementando: “Esse Arthur Alves, que você questionou, faz parte do “jogo” também.”.

“A corrupção existe até na base. Já apitei jogo de Sub-13 sabendo a quem deveria beneficiar. Um nojo !”.

“Boa parte, na verdade a maioria dos árbitros, não obedece as “sugestões”, deixam o acaso, a sorte decidir. Muitas vezes os grandes tem que ser ajudados. E como eles quase sempre vencem, dá a impressão de que o “combinado” foi feito.”.

“Como são feitas as sugestões? Simples e sutil. Entregam a súmula com uma papeleta anexada, pequena, com o nome de uma das equipes. o árbitro não é bobo. Já sabe. Em 90% dos casos não ganha dinheiro, que fica com quem vendeu aos dirigentes. Mas sabe que se não obedecer às ordens, perde escala, prestígio e não sobe na profissão.”

“Sim. é uma máfia, uma organização criminosa, gerida pelos mesmos que estão há anos a serviço das federações e confederações. Pode notar, os nomes são sempre os mesmos. Observe a evolução de patrimônio deles…”

“Em 2010, quase todas as papeletas indicavam o Corinthians como time a ser ajudado. Só não foi melhor porque o time não se ajudou. O árbitro faz o que pode, mas não dá para fazer milagre.”

O relato, por razões óbvias, é gravíssimo, e este blog já havia escutado doutras fontes em períodos diversos.

As fontes, quase sempre, como ocorreu neste caso, temem a divulgação de seus nomes, indicando como fator de temor os ‘aliados” do Coronel Marinho.

Devem ter lá suas razões.

Faz-se necessário, porém, que os árbitros, aqueles que não aceitam participar desse sistema, denunciar, bater fotos, gravar e enviar, mesmo que anonimamente, para imprensa, MP e demais órgãos, evitando assim que os próprios sejam prejudicados.

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