Patrimônio de “Pescachaça” não indica saúde financeira para dirigir o Palmeiras

pescarmona

O histórico de administrações dos principais clubes do Brasil indica que o presidente das agremiações necessita de tempo integral para obter bom desempenho enquanto gestor.

Há, portanto, a necessidade de condição financeira confortável, ainda mais levando-se em consideração que trata-se de cargo, invariavelmente, não remunerado.

Qualquer situação em contrário dá margem a que aventureiros possam se servir do clube para melhorar de vida, e não servi-los, como deveriam.

Razão pela qual torna-se ainda mais preocupante, e inexplicável, a candidatura de Wlademir Pescarmona à presidência do Palmeiras.

“Pescachaça”, alcunha pela qual é tratado no clube, é proprietário de uma modesta gráfica, de nome “ATLÂNTICA”, localizada nos fundo de quintal da rua Henrique Almeida nº 29.

Um negócio que há tempos caminha com dificuldades.

Tanto que, em 1994, mesmo afastado do clube sob suspeita de desvio de equipamentos, por decisão do então presidente Mustafá Contursi, foi ajudado pelo então Diretor de compras do Parque Antártica, Tadeu, vulgo Momo, que, sensibilizado com as dificuldades de Pescarmona, passou a utilizar-se da gráfica do dirigente como fornecedora do Palmeiras.

Anos depois, em 2009, ocupando o cargo de Diretor Administrativo da gestão Belluzzo, “Pescachaça” inventou um novo cargo no clube, o de Gerente Remunerado, pelo qual pagava R$ 15 mil mensais ao associado Januário Gigliotti, para que este “cobrisse” as ausências do então dirigente, que alegava precisar cuidar pessoalmente de sua Gráfica, “que não sobreviveria” sem sua gestão.

Estamos em 2014, e não se tem notícias de significante evolução financeira do candidato palestrino.

Ficam, portanto, evidentes os objetivos e temeridades de entregar um clube do porte do Palmeiras a quem encontra dificuldades para prover o próprio sustento.

GRÁFICA ATLÂNTICA DE PROPRIEDADE DE WLADEMIR “PESCACHAÇA”

pesca gráfica 2

pesca gráfica 1

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