Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

Joseph Pulitzer                     

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Ao que sei, o profissional ou amador da área de comunicação deve primar por princípios éticos e morais, e ter compromisso com a verdade. Convenço-me, que estes fatores não são seguidos por comunicadores das áreas esportivas e política; sobretudo, da imprensa esportiva, incluindo ex-árbitros, que, sabedores das safadezas praticadas por dirigentes e aproveitadores, principais responsáveis pelo estado de falência da maioria dos clubes, escondem a verdade do publico, praticando o execrável: Toma Lá Dá

Mudança de nomes dos árbitros brasileiros integrantes do grupo FIFA

Sacados:

– Marcelo de Lima Henrique (RJ); em minha opinião, super injusto, salvo, se alcançou a idade limite

– Francisco Carlos do Nascimento (AL) – Fraquíssimo; não devia ter entrado

Entraram:

– Anderson Daronco (RS) em fase de desenvolvimento, substituiu Marcelo de Lima Henrique

– Dewson Fernando Freitas da Silva (PA) substituiu Francisco Carlos do Nascimento; das partidas que vi,

– mostrou personalidade e conhecimento

Vagas Preenchidas

– Com justiça, Luiz Flavio de Oliveira (SP), ocupou a vaga deixada pelo irmão: Paulo Cesar de Oliveira

– Por ser subserviente Rafael Claus (SP) ocupou a vaga deixada por Wilson Luiz Seneme (SP)

Atualização dos árbitros brasileiros FIFA

Anderson Daronco (RS), Dewson Freitas da Silva (PA), Heber Roberto Lopes (SC), Leandro P Vuadem (RS),

Luiz Flavio de Oliveira (SP), Péricles Bassols Cortez (RJ), Rafael Claus (SP), Ricardo Marques Ribeiro (MG),

Sandro Meira Ricci (MG) e Wilton Pereira Sampaio (GO)

31ª Primeira Rodada da Serie A do Brasileirão – 2014

Sábado – 25/10

Palmeiras 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra

Item Técnico/Disciplinar

Salvo pouquíssimas falhas, tecnicamente, Flavio Rodrigues Guerra se saiu bem

Item Disciplinar

Aceitável

No todo

Flavio Rodrigues Guerra não teve influência no resultado, mas, continua sem vibração, fato, que o prejudica. Outra falha! Não se impor no item disciplinar; muita explicação, pouca ação

Chapecoense 1 x 1 Santos

Árbitro: Anderson Daronco (ASP-FIFA-RS)

Itens Técnico/Disciplinar

Os representantes das leis do jogo não influenciaram no resultado

Copa do Brasil 2014 – Quarta Feira 29/10

Cruzeiro 1 x 0 Santos

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ)

Árbitro Assistente 01 – Rodrigo Pereira Jóia (FIFA-RJ)

Árbitro Assistente 02 – Rodrigo F Henrique Correa (RJ)

Item Técnico

Por volta do nono minuto da segunda etapa, Rodrigo F Henrique, assistente 01, errou e feio

– por ter sinalizado impedimento do atleta Julio Baptista, defensor do Cruzeiro, no momento

– que recebeu a redonda e desferiu forte chute em direção a meta santista, bola rebatida pelo

– goleiro Aranha; na seqüência, em posição legal, Ricardo Goulart, mandou à redonda, pro fundo

– da rede da equipe santista. No concluso; a equipe do Cruzeiro foi prejudicada

Item Disciplinar

Sem problemas

Copa Sul-Americana – Quinta Feira 30/10

São Paulo 4 x 2 Emelec (ECU)

Árbitro: Enrique Cáceres (PAR)

Os representantes das leis do jogo não influenciaram no resultado da contenda

Política

Burrice e ignorância

“O bom asno é sempre bem-vindo, enquanto o ‘pernóstico’ inteligente é olhado de esguelha”

A burrice é diferente da ignorância. A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A força da natureza (Nelson Rodrigues).

A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se fecha.

O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi planejada desde a colônia. Até o século XIX era proibido publicar livros sem licença da Igreja ou do governo. A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status de sabedoria, porque com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade.

Mesmo inconscientemente, aqui e lá fora, a sociedade está faminta de algum tipo de autoritarismo. A democracia é mais lenta que regimes autoritários. Sente-se um vazio com a democracia — ela decepciona um pouco as massas. Assim, apelos populistas, a invenção de “inimigos” do povo, divisão entre “bons” e “maus” surtem efeito. Surge, na política, a restauração alegre da burrice. Isso é internacional. Bush se orgulhava de sua burrice. Uma vez ele disse em Yale: “Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA”. E, aí, invadiu o Iraque e escangalhou o Ocidente. E está impune, quando deveria estar em cana perpétua. Aqui, também assistimos à vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras.

O bom asno é sempre bem-vindo, enquanto o “pernóstico” inteligente é olhado de esguelha. A burrice organiza o mundo: princípio, meio e fim. A burrice dá mais ibope, é mais fácil de entender. A burrice dá mais dinheiro; é mais “comercial”.

Em nossa cultura, achamos que há algo de sagrado na ignorância dos pobres, uma “sabedoria” que pode desmascarar a mentira “inteligente” do mundo. Só os pobres de espírito verão a Deus, reza nossa tradição. Existe na base do populismo brasileiro uma crença lusitana, contrarreformista, de que a pobreza é a moradia da verdade.

No Brasil, há uma grande fome de “regressismo,” de voltar para a “taba” ou para o casebre com farinha, paçoca e violinha. E daí viria a solidariedade, a paz, num doce rebanho político que deteria a marcha das coisas do mundo, do mercado voraz, das pestes e, claro, dos “canalhas” neoliberais. É a utopia de cabeça para baixo, o culto populista da marcha à ré.

Nosso grande crítico literário Agripino Grieco tinha frases perfeitas sobre os burros. “A burrice é contagiosa; o talento não” ou “Para os burros, o ‘etc’ é uma comodidade…” ou “Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele”, “Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la”, “Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio”, “No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante”.

Vi na TV um daqueles bispos de Jesus, de terno e gravata, clamando para uma multidão de fiéis: “Não tenham pensamentos livres; o Diabo é que os inventa!”. Entendi que a liberdade é uma tortura para desamparados. Inteligência é chata; traz angústia, com seus labirintos. Inteligência nos desorganiza; burrice consola. A burrice é a ignorância ativa, é a ignorância com fome de sentido.

Nosso futuro será pautado pelos burros espertos, manipulando os pobres ignorantes. Nosso futuro está sendo determinado pelos burros da elite intelectual numa fervorosa aliança com os analfabetos.

Como disse acima, a liberdade é chata, dá angústia. A burrice tem a “vantagem“ de “explicar” o mundo. O diabo é que a burrice no poder chama-se “fascismo”

Autor: Arnaldo Jabor – cineasta, roteirista, jornalista e escritor

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Finalizando

A corrupção faz um povo anêmico, sem educação, submisso, dependente e escravo. Somente a educação será capaz de libertar um povo.

Adelmar Marques Marinho

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Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-31/10/2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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