O PT chega enfraquecido a seu quarto mandato consecutivo no Brasil

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Com pouco mais de 51% dos votos válidos, a presidente Dilma Rousseff (PT) reelegeu-se para mais quatro anos de mandato, que será iniciado em janeiro de 2015.

Mesmo apostando na política da desinformação e do cabresto em forma de assistência social, o projeto de poder do Partido dos Trabalhadores sai duramente golpeado dessa disputa eleitoral.

Dos 142,8 milhões de eleitores brasileiros, 54,4 apostaram em Dilma, mas, a grande maioria, 88,3 milhões, não votaram na atual mandatária.

Uma demonstração clara de descontentamento com a atual gestão, marcada por denuncias gravíssimas de corrupção e aparelhamento da máquina pública.

Destes, 51 milhões de votos foram direcionados ao adversário Aécio Neves (PSDB), 12,8 milhões sequer se estimularam a comparecer às urnas, R$ 1,9 milhão votou em branco, enquanto 5,2 milhões preferiram o caminho da nulidade.

É um equívoco grave culpar região “A” ou “B” pela insatisfação de ambas as partes no processo eleitoral.

Há de se cobrar, sim, os que omitem ou fornecem informações equivocadas, que, por vezes, turvam a visão do eleitor menos esclarecido, evidentemente direcionando suas condutas diante das urnas.

Sejam os políticos favorecidos pelo atual estado de promiscuidade de gestão ou até mesmo os meios de comunicação, muitos deles reféns ou cúmplices das tiranias estabelecidas.

Resta aos que saíram vencedores nas urnas, mas derrotados na contagem de votos válidos, ou seja, a maior parte do Brasil, aceitar o resultado, democrático, e lutar para que o restante do país seja melhor informado, além de manter cada vez mais rígida a fiscalização sobre o grupo que completará 16 anos no poder.

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