Coluna do Fiori

fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“O sinal mais característico da imperfeição do homem, é o seu interesse pessoal”.

Allan Kardec

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A inoportuna substituição do árbitro na Série C do Brasileirão – 2014

O saldo das contendas Guarani-SP x Tupi-MG disputada na tarde do sábado 04/10 e Macaé-RJ x SER Caxias-RS, tinha como principal interessado a equipe do Macaé-RJ.

Explico:

Guarani e Macaé dependiam do resultado para garantir vaga à segunda fase da competição; a derrota do Macaé, e vitória do Guarani; classificação do Guarani.

Vitória de ambos ou empate do Macaé sobre seu oponente: classificação do Macaé

Resultado das contendas:     Guarani-SP 1 x 1 Tupi-MG

Macaé – RJ 1 x 0 SER Caxias – RS

Troca de árbitro

Wagner do Nascimento Magalhães (ASP-FIFA-RJ), era o escalado; surpreendentemente, na tarde/noite da sexta feira 03/10 foi trocado por: Pablo Santos Alves (ASP-FIFA-ES), filho do ex-assistente Paulo Jorge Alves (RJ), integrante da CA-CBF

Possível e inaceitável justificativa

Possivelmente, a justificativa da permuta deve apresentar como base preservar Wagner do Nascimento Magalhães, árbitro componente do quadro de árbitros da Federação de Futebol do estado do Rio de Janeiro (FERJ) caso houvesse algum problema

Contradição

Ora! Então Sérgio Correa da Silva, presidente e demais integrantes da desacreditada CA-CBF, não sabiam que Pablo Santos Alves é nascido no estado de Rio de Janeiro, diplomado na escola, como também, que pertenceu e arbitrou pela FERJ até o ano de 2009?

Lembrando

Pablo Santos Alves é filho do ex-assistente Paulo Jorge Alves (RJ) integrante da CA-CBF

26ª e 27ª Rodadas da Série A do Brasileirão – 2014

Sábado 04/10

Grêmio 0 x 1 São Paulo

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (ASP-FIFA-PR)

Item Técnico

Acertou por ter marcado a penalidade máxima a favor do São Paulo, batida por Rogério Ceni,

– convertida no tento da vitória são-paulina;

– no entanto, errou e feio, por ter sinalizado impedimento do oponente, Barcos; no momento

– em que estava cara a cara com o goleiro Rogério Ceni

Corinthians 3 x 0 Sport

Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)

Itens Técnico/Disciplinar

Sem problemas; pouco exigido

Goiás 1 x 0 Figueirense

Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)

Destaque

A sinceridade por ter relatado que houvera paralisado a contenda por dois minutos,

– por causa da briga provocada por marginais infiltrados na torcida do Goiás

27ª Rodada: Quarta Feira 08/10

Botafogo 0 x 1 Palmeiras

Árbitro: Fabrício Neves Correa (RS)

Item Técnico

Durante o transcurso da partida, abusou na sinalização de faltas, muitas delas, não ocorreram;

– não teve influencia no resultado

Cruzeiro 0 x 1 Corinthians

Árbitro: Leandro Pedro Vuadem (FIFA-RS)

Item Técnico

Deixou de marcar clara penalidade máxima a favor do Corinthians, no momento em que um

– dos defensores do Cruzeiro, com o braço próximo da cabeça, percebendo, que a redonda foi

– direcionada a sua meta, objetivando vantagem, levou seu braço à frente, conseguindo mudar

– o rumo da redonda.

Rematando

Quem não acreditar; solicito que procure ver o vídeo-tape

Política

Foi publicado na França, no dia 28 de maio, o livro “A Vida Secreta de Fidel” (Paralela, 224 páginas, tradução de Júlia da Rosa Simões), escrito por Juan Reinaldo Sánchez e pelo jornalista francês Axel Gyldén. Sánchez foi, durante 17 anos, o principal guarda-costas de Fidel. Gyldén é um jornalista do “L’Express”, que escreveu em 2007 sobre o Brasil o livro “Le Roman de Rio” (não foi traduzido; a edição francesa pode ser encomendada no portal da Livraria Cultura.

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Fidel e seu então guarda-costas, o autor do livro Juan Reinaldo Sánchez

Sánchez, caído em desgraça por ter um irmão que se asilou em Miami (Fidel achou que ele soube da fuga e não a impediu), foi destituído e preso por dois anos. Conseguiu fugir de Cuba e conta “segredos” da vida oculta do ex-ditador. Um deles se refere à vida luxuosa levada por Fidel, inteiramente às escondidas dos miseráveis cubanos, que sofriam – e sofrem – falta de tudo. Um dos segredos mais bem guardados até hoje é o da existência da luxuosa ilha de Fidel, Cayo Piedra. Cayo Piedra fica próxima à costa de Cuba, em frente à Playa Girón (onde desembarcaram os rebeldes mandados por John Kennedy, em 1961).

2

A vida miserável dos cubanos

Local de um antigo farol, demolido nos anos 1960 para as obras determinadas pelo “Líder Máximo” para seu conforto, a ilha comporta uma luxuosa casa para uso exclusivo de Fidel, uma casa de hóspedes, aquartelamento de sua segurança, piscinas, casa de força, abrigos subterrâneos, um viveiro de golfinhos (!), porto e outras construções. Era nos seus arredores que Fidel praticava seu esporte preferido, a caça submarina. O que fazia com grande séquito, como fazia Luis XV, quando caçava nas florestas de Versailles, conta Sánchez.

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A casa de Fidel na ilha Cayo Piedra

Embora dispondo de uma casa de hóspedes, para que os cubanos não soubessem de seu luxo, para que não vazassem notícias, Fidel poucos convidados levou a Cayo Piedra, fora de seu círculo mais íntimo. As exceções foram Gabriel García Márquez e o dirigente comunista alemão Erich Honecker.

Para seus deslocamentos para Cayo Piedra, Fidel usava seu iate, não menos luxuoso, o Aquarama II, sucessor do Aquarama I, tomado de familiares de Fulgencio Batista, quando este fugiu de Cuba, e do Tuxpan, também luxuoso, e de cuja existência poucos cubanos souberam.

Outra revelação de Sánchez diz respeito às várias casas de propriedade de Fidel por toda a ilha: são duas dezenas, onde moram a mulher de Fidel desde 1961, Dalia Soto Del Valle, seus filhos, amantes, ou casas que simplesmente serviam de pousada aleatória para o ditador, sempre temendo um atentado.

Revela o ex-guarda-costas a existência de um sósia de Fidel, Silvino Álvarez. A função de Silvino era enganar os cubanos, quando Fidel adoecia. Como o ditador não queria perder a imagem de sempre forte e saudável, fazia Silvino circular por Havana em seu carro Mercedes-Benz, quando enfermo, para que os pobres cubanos não soubessem que o “Líder Máximo” estava acamado.

Sánchez acompanhou Fidel em quase todas suas viagens, em Cuba e no exterior (inclusive no Brasil, para a posse do ex-presidente Fernando Collor), nos anos em que esteve a seu serviço. Dinheiro nunca foi problema nesses deslocamentos, até porque Sánchez portava uma maleta abastecida com dólares (cerca de 250.000) para as despesas do ditador. Fidel só consumia (e o fazia diariamente) o caro uísque Chivas Regall, que tinha sempre à mão, e só se deslocava em luxuosos carros Mercedes-Benz 500 blindados.

Mas não é só a vida luxuosa de Fidel, seus familiares e próximos que Sánchez revela. O livro ilumina o julgamento stalinista do general Arnaldo Ochoa, fuzilado por ordem de Fidel, juntamente com outros graúdos do comunismo cubano. Cuba necessitava desesperadamente de divisas, depois de cortado o subsídio soviético que sustentava a depauperada economia da ilha. Segundo Sánchez, foi de Fidel a idéia de se associar ao cartel de Medelín, chefiado por Pablo Escobar, e traficar via Cuba para os EUA grandes quantidades de cocaína e maconha. Havia nessa operação um subproduto: Fidel achava que contribuía para o enfraquecimento moral da nação norte-americana, no que, aliás, não estava de todo errado.

4

Dilma recebida por Fidel em sua luxuosa residência

Sánchez testemunhou pelo menos em uma ocasião um grande traficante americano veraneando com a família em Cuba, diretamente autorizado por Fidel. Quando a CIA, que havia detectado a rota do tráfico, se aprestava a fazer uma denúncia internacional, Fidel foi avisado pela inteligência cubana, alertada por seus agentes na Flórida (o serviço secreto cubano era tido como excelente, superado apenas pela americana CIA, pelo SDECE francês,

Fidel não perdeu tempo e matou dois coelhos de uma só cajadada. O general Ochoa havia se tornado um grande herói nacional, o que incomodava sobremaneira Fidel. Combatente de Sierra Maestra, lutara no Congo com Che Guevara, na Venezuela, na Etiópia, na Nicarágua e em Angola, sempre a mando de Fidel. Além de ser popular, Ochoa cometera outro pecado capital. Em Angola, no campo de batalha, onde conhecia a situação, desobedecera a ordens de Fidel, que resolvera orientar as operações, embora estivesse a milhares de quilômetros das tropas, e, claro, não tivesse o conhecimento local. Ditador algum tolera ser desobedecido, mesmo que esteja errado. Sánchez havia ouvido algumas conversas entre Fidel e Raúl com críticas à ascensão e à independência de Ochoa. Foi então que se montou o espetacular julgamento (de Ochoa e do ministro do Interior, José Abrantes). Ao fim do julgamento, Ochoa surgiu como o grande culpado do tráfico de drogas, e foi rapidamente fuzilado. (Abrantes, condenado a longa pena de prisão, morreu dois anos depois, em condições suspeitas, na sua cela.)

5

Fidel, Lula e Raul: encontro de “estadistas” latinos à beira da piscina

Fidel dava ordens diariamente ao juiz fantoche que presidia a corte, para que tudo saísse a contento. E Fidel saiu do julgamento como o homem que não tolerava desvios, ficando ainda livre da sombra de Ochoa.

Raúl Castro é alcoólatra, relata Sánchez. O problema parece ter surgido logo após a vitória da revolução, quando Raúl, por exigência de Fidel, supervisionou a carnificina dos fuzilamentos, e mesmo participou de alguns. Agravou-se o problema depois da execução de Ochoa, de quem Raúl era amicíssimo. Raúl moderou com a vodka a pedido e mesmo exortação de Fidel, a quem nunca negou absolutamente nada. Há muito mais no livro de Sánchez, que acaba de ser traduzido pela Paralela, selo da Companhia das Letras. É um caso raro, porque livros críticos à ditadura dos siameses Fidel e Raúl são escassos no Brasil. Os admiradores de Fidel e do regime cubano dirão que se trata de mentiras, e obviamente vão ignorar até mesmo as fotografias com que Sánchez ilustra o livro. E nosso dinheiro ainda vai para Cuba, graças aos muitos stalinistas do governo.

Características do Lula

6

Finalizando

Se isso acontecesse no Brasil, o país ficaria rico!

Palavras do Papa Francisco:

“Há uma porta de saída para os corruptos políticos, para os empresários corruptos e para os corruptos da Igreja: pedir perdão! O Senhor perdoa quando os corrompidos fazem o que fez Zaqueu: ‘Eu roubei, Senhor! “Darei quatro vezes àquilo que roubei”.

Chega de Mentiras, de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP – 10/10/ 2014

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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