A morte do Guarani
Por ROBERTO VIEIRA
Foi um dos mais belos times que já vi jogar.
Detonou o Sport.
Estraçalhou o Vasco no Maracanã – show de Zenon.
Passou por cima do Palmeiras com Careca.
Um time que já se anunciava em 1975 – com Renato pintando miséria.
Um time que começava por Neneca.
Passava por Gomes – herói do Santa Cruz em 1983.
Cintilava com Zé Carlos como volante.
E tinha Capitão, Careca e Bozó lá na frente.
Um time digno de milhares de brincos de ouro da princesa.
Hoje.
O Guarani está perto de fechar as portas.
O presidente Álvaro Negrão renunciou.
O estádio está interditado.
O rebaixamento para a Série D é questão de tempo – só milagre salva.
Que tudo isso aconteça na rica Campinas, na esquina da Avenida Paulista,
é de fazer pensar.
A morte do Guarani é um pouquinho da morte de cada um dos times brasileiros.
Uma morte matada por quem não ama o futebol.

