Limites para os salários dos limitados treinadores

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Dentre as diversas mudanças que vem sendo discutidas no futebol brasileiro, pouco ou quase nada se fala sobre a atual condição, nababesca, do treinadores de futebol.

Quase todos tem emprego garantido e ganham muito mais do que produzem.

Basta observar o quanto se vê dos mesmos nomes rodando pelas principais equipes brasileiras, quando não retornando a quem, meses antes, demitiu-os por incapacidade.

É quase imoral que os clubes aceitem pagar salários na casa dos R$ 200 mil, R$ 300 mil, R$ 700 mil mensais para qualquer treinador em atividade no país.

Não há trabalho sendo executado, no momento, digno dessas cifras.

Sem contar que, com raríssimas exceções, a grande maioria, quando não divide os valores com dirigentes, não se contenta com a fortuna, e, de maneira cafajeste, até, passa a recolher comissões de empresários para escalar ou indicar contratações.

O futebol brasileiro exige limites para essa verdadeira sangria de valores pagos de maneira equivocada.

R$ 80 mil, que é um salário absolutamente escandaloso, deveria ser o teto máximo para aqueles, poucos, que conseguirem algum resultado ou contribuírem para que o sistema de jogo brasileiro saia da atual covardia de atuar com dois ou três volantes, entre outras deformidades.

Para o resto, uma retirada de R$ 30 mil mensais, se tanto, seria ainda mais do que merecem, porém adequado ao nível de cobrança e retorno financeiro ocasionado pelo bom trato a um atleta promissor.

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