Andres Sanches e suas costas protegidas pelo PT

guindaste

Quando à época da definição das pessoas que seriam indiciadas pela parceria MSI-Corinthians, o delegado que cuidava do caso, “doutor” Protógenes Queiroz, ligou para cinco ou seis jornalistas e deixou vazar alguns nomes, entre eles o de Andres Sanches, já em campanha para se tornar presidente do Corinthians.

Passados alguns dias, a lista saiu, oficialmente, e o nome do corinthiano não constava.

Tempos depois, Queiroz largou a polícia, tornou-se candidato a Deputado – foi eleito – com apoio e “ajuda” de Andres Sanches, a quem, por razões óbvias, sabia bem de quem se tratava.

Importante para angariar votos dos menos providos de inteligência para os deputados do PT, o partido não pensou duas vezes em, nas próximas eleições, arrumar uma candidatura para o conselheiro alvinegro.

Porém, até lá, nada pode surgir que desabone sua conduta.

Novamente, informações do MP-SP, recebidas por este jornalista previamente, davam conta de que, entre os indiciados pelas mortes dos operários do “Fielzão” na queda do guindaste, além dos nove nomes divulgados, ligados a ODEBRECHT e à empresa responsável pela ação, estaria um representante do Corinthians, o gerente da obra, Andres Sanches.

O motivo seria o de que Sanches foi o responsável pela ordem de utilização do guindaste em terreno inadequado, e molhado, pressionando as empresas, para que a cobertura estivesse pronta no dia em que toda a imprensa estaria no local, angariando-lhe, por consequencia, vantagens políticas.

Deu no que deu.

Mesmo com mais de 40 empresas de fachada, ao longo da vida, registradas em seu nome, além de ligações pra lá de suspeitas em diversos negócios do esporte, o nome de Sanches escapou de novo indiciamento, certamente, como da outra oportunidade, com auxílio do PT, maior interessado em manter o nome do dirigente longe de problemas.

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