Romário explica coligação de seu partido, no Rio de Janeiro, e diz que votará em Eduardo Campos
Por ROMÁRIO
Galera, alguns esclarecimentos.
Sou filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) desde o início da minha vida política. Sai por divergências internas e retornei após elas estarem resolvidas. Sempre fui de um partido de esquerda.
O PSB do Rio de Janeiro, de forma democrática, decidiu nas eleições 2014 integrar a coligação Frente Popular, composta pelo PT, PV e PCdoB. Esta coligação tem efeito apenas no Rio de Janeiro.
A primeira opção do PSB era apoiar a candidatura de Miro Teixeira, do PROS, ao governo. Mas o candidato desistiu.
Por mais que vocês achem que é possível, uma candidatura ao senado sem coligação com um candidato a governador é inviável. Um exemplo prático, minha candidatura avulsa, sem apoio, teria apenas 30 segundos de tempo para apresentar minhas propostas na TV. Com a coligação serão dois minutos e meio. Este tempo ainda representa metade do tempo da coligação do atual governador. Acham justo?
Sobre as outras chapas. Há apenas três candidatos a governador do Rio que fazem oposição a atual gestão, um grupo que está há oito anos no poder e é alvo de uma série de escândalos. As outras possibilidades eram Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB), porém o PSB concluiu que a força que apresentava uma proposta de governo mais próximos dos ideais do partido era o Lindbergh Farias (PT). No Rio de Janeiro, essa é uma união histórica de forças de esquerda, com o objetivo de fazer frente a um grupo de pessoas que sucateou o estado.
No âmbito nacional, o PSB tem candidato próprio à presidência da República, Eduardo Campos e Marina Silva de vice. Estes são os meus candidatos.
Concordo com vocês que o sistema político brasileiro tem uma série de anomalias. Assim como concordo o quão difícil deve ser entender como algumas forças coligadas nacionalmente são opostas em nível estadual. Mas não é justo personificar em mim os problemas do sistema político brasileiro. É mais injusto ainda me chamar de corrupto sem que haja qualquer acusação contra minha atuação.
Outra coisa. Não é possível deixar mudar de partido às vésperas de uma eleição. A filiação deve ser feita, no mínimo, um ano antes.
Sobre partidos. Todos têm problemas, políticos sérios e políticos corruptos. Os escândalos atingem tanto as forças políticas de direita, como as de esquerda.
Sobre mim. Me candidatei a senador para continuar atuando nas causas que considero de interesse da população, sobretudo, aquelas que nunca tiveram a devida atenção, porque atingem minorias que quase não têm representantes, como as pessoas com deficiência e doenças raras. Fiscalizar o governo está entre as minhas obrigações, não mudarei minha postura.
Reforço: meu partido é o PSB. Meu candidato à presidência é o Eduardo Campos.
Para concluir, eu sei e vocês também sabem que todo político precisa de voto. Mas antes de ser candidato, eu sou cidadão e eleitor. Eu só voto em quem eu acredito que fará bem ao meu estado e ao meu País. Sei que vocês terão consciência e sabedoria suficientes para fazer a escolha correta.
Abraço a todos!

