Uma experiência para sempre, um gigantesco paradoxo

copadomundo1

Por JOSÉ RENATO SATIRO SANTIAGO

Foram 5 jogos.

Eis que enfim chegou ao fim minha aventura na Copa do Mundo.

Continuarei assistindo pela TV.

Não será a mesma coisa.

Não há como desconsiderar a interessante experiência de assistir “in loco”.

Já fazia tempo que não frequentava estádio.

Coube que meu retorno acontecesse justamente em uma Copa do Mundo.

Foram dois estádios, em São Paulo e Manaus.

Belos estádios.

O de Manaus me pareceu mais pronto, certamente porque foi concluído já faz alguns meses.

Ambos lotados.

Por mais que tenha tido alguns jogos difíceis de assistir.

Vaias a Blatter aconteceu nos dois.

Ele esteve em ambos.

Já para Dilma, apenas em São Paulo.

No único local onde ela esteve presente.

Público bem animado.

Os brasileiros mais moderados.

Sobretudo com o irritante: “…eu sou brasileiro, com muito orgulho..”

Já os norte-americanos foram campeões em animação.

Não me surpreende se em algum tempo o futebol passe a ser o “esporte americano”.

Chato mesmo só a “ola”.

Algo irritante que atrapalha muito aqueles que estão a fim de assistir ao jogo.

Mas torcedor de Copa realmente é diferente.

Para a maioria, o jogo pouco importa.

A festa tem mais valor.

Eles têm razão.

Uma experiência para sempre.

Viver a Copa do Mundo.

O que não nos tira o direito de nos aborrecer com tudo aquilo que a Copa do Mundo nos trouxe de coisa ruim.

E foram muitas coisas.

E ainda haverá muitas outras.

Poder vaiar e, se for o caso, xingar, quem quer que seja.

Isso é Democracia.

Todos podemos e devemos fazer a nossa liberdade acontecer.

Agimos da forma como somos educados.

Reagimos da mesma forma.

Xingamentos não definem a educação de ninguém.

Sempre respeitando os direitos de todos.

Até mesmo o de xingar, se for o caso.

E sendo respeitados.

Por mais que algumas vezes sejamos vitimas de xingamentos.

Qualquer coisa diferente disso é censura.

Ou, infelizmente, patrulhamento.

Ou… o pior…. outros interesses que jamais saberemos.

Um gigantesco paradoxo.

Ainda mais se nos atentarmos para as vozes que hoje clamam por “respeito às instituições”.

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