Metrô, Sindicato, Polícia e Governo

pm

Depois de cinco dias de caos, a cidade de São Paulo volta a andar nos trilhos do metrô, desde a madrugada de hoje.

Horas atrás, o povo do município era vítima de chantagistas, disfarçados de sindicalistas, que comandavam uma massa de manobra, e ameaçam os trabalhadores – os que pensavam – impedidos de trabalhar pela força do terrorismo.

Sindicato ?

Nunca soube de algum que não tivesse bandidos em sua direção.

Alguém conhece ?

Essa gente, que demonstrou, ontem, ao aceitar os valores de aumento inicialmente propostos pelo Governo, estar a serviço da politicagem de um grupo maior, escondido às costas de partidos inexpressivos, que nada tem a perder com a bagunça.

Ontem, por exemplo, durante o sofrimento dos trabalhadores paulistanos, vagabundos sindicais e “políticos” comiam churrasco e enchiam a lata de cerveja, na sede do Sindicato dos Metroviários.

Gente tão bandida, que, ao suspender a greve até quarta-feira, e ter aceitado os termos salariais propostos, acenam com nova paralisação, um dia antes da Copa, sob pretexto de exigir a recontratação de quarenta e poucos marginais, que, não contentes em prejudicar a vida da população, acharam-se no direito de quebrar o patrimônio público.

Neste episódio da greve, estão de parabéns Governo e Polícia de São Paulo.

Não cederam um milímetro às exigências das quadrilhas.

Coibiram os atos de violência com a utilização da força necessária nos períodos mais agudos, fizeram valer os índices razoáveis de reajuste, demitiram os baderneiros, e, dentro do possível, mantiveram parte do metrô em funcionamento.

Agora, amanhã, véspera do Mundial, há de se manter a postura corajosa dos últimos dias, ou seja, não ceder às chantagens, estudar alternativas para operação do transporte – mesmo que em caráter de emergência – manter e realizar novas demissões, e, se possível, em havendo novos excessos da bandidagem sindical, descer a madeira no lombo dos que fingem ser trabalhadores, mas servem-se deles para fazer política suja nesse país de cultura corrupta e marginal.

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