MP e o caso do garoto que fugiu do Maranhão para fazer peneira no São Paulo

favela futebol

Tempos atrás, um adolescente, com iniciais SSR (neste caso não poderemos citar o nome), de apenas 16 anos, foi abordado por um senhor de nome Fernando, na cidade de Caxias, no Maranhão.

A promessa era a de viabilizar um teste no São Paulo.

Nada aconteceu, mas a ideia de jogar no Tricolor permaneceu na cabeça do garoto, que, em junho de 2013, pegou um ônibus clandestino, fugido, e chegou à Capital paulista.

Sem documentos, dinheiro e experiência de vida, vagou pelas ruas, até ser acolhido, em 20 de junho daquele mesmo ano, pela SAICA – Casa da Criança Lapa.

Solidários, os gestores da SAICA, ao tomarem conhecimento da história de SSR, colocaram-no para jogar futebol na Escolinha “Centro Desportivo Molecagem”, no Jaguaré.

Mas o desejo de jogar pelo São Paulo persistia.

Acionado, o Ministério Público de São Paulo procurou a família, encontrando o pai do garoto, descobrindo que havia bom relacionamento entre as partes.

E, em atitude exemplar, para preservar o direito e a segurança de SSR, determinou o retorno do menino ao Maranhão, porém, no relatório, diz ser primordial que o mesmo realize o sonho de, ao menos, ser observado em testes no Tricolor.

“A obsessão é grande. Se não fizer, vai voltar.”, diz um dos promotores.

MP-SP, e demais envolvidos, tentarão viabilizar, em breve, um final feliz para a história de SSR em terras paulistanas.

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