As desatenções de Joana Havelange
“O que tinha pra ser roubado (na Copa) já foi…”
Estávamos para elogiar a filha de Ricardo Teixeira pela coragem de dizer a verdade sobre os roubos da Copa do Mundo, quando deparamo-nos com seu retorno a realidade.
O elogio se fazia devido, até então, porque são poucos os réus confessos – por ação ou omissão – que se jogam de bandeja nas mãos do MP, voluntariamente.
O pai de Joana, e também o avô, foram incapazes de tal ato, sendo descobertos apenas, anos depois, em investigação da Justiça Suíça.
Porém, após publicação do “ato heróico”, que seus parentes tratariam como desinteligente, Joaninha voltou atrás, e, no estilo petista de desmentidos, disse “não ter se atentado” para a frase que indicava o roubo na Copa do Mundo.
Atitude que, em sendo verdadeira, indicaria, no mínimo, irresponsabilidade e alguma deficiência intelectual.
De qualquer maneira, levando- se em consideração o cargo de chefia ocupado por Joaninha na organização do Mundial, passa-se a compreender melhor o porque de tantos desmandos e equívocos, até então.
A garotinha de ouro, filha e neta dos personagens principais dos livros de corrupção recém lançados nas principais livrarias do pais, desatenta, nunca se deu conta, talvez, de que a origem dos recursos que, eventualmente, podem estar bancando sua existência, possa ser a mesma que saiu dos cofres públicos para a conta de parceiros de seus entes mais queridos.


