Relação comercial de Leco com empresário de jogadores era combustível para atacar Muricy Ramalho

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A antipatia do dirigente tricolor Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, pelo treinador Muricy Ramalho, sempre foi conhecida de todos, e, apesar de parecer patológica, na verdade, tinha uma razão comercial para existir.

O atual vice-presidente do São Paulo tem estreita relação, pessoal e comercial, com o empresário de jogadores Flávio Pires, daqueles conhecidos pela má-fama no esporte.

Muricy nunca deu moleza para a dupla, e, por isso, tornou-se um inimigo a ser combatido.

Leco passou anos municiando a imprensa com fofocas, quase todas desprovidas de verdade, que só não derrubaram o treinador do clube porque a competência do trabalho falou mais alto, angariando diversos títulos ao Tricolor.

Leco, antes mesmo de ser dirigente de futebol, prestava serviços jurídicos a Flavio Pires, e, ainda nos dias de hoje, costuma se reunir para conversar, e planejar, nos restaurantes da Vila Madalena, bairro badalado de São Paulo.

Souza, Rico e Adriano, da Portuguesa Santista, todos agenciados pelo empresário, por exemplo, fizeram parte, em 2003, durante a gestão de Leco no futebol tricolor, do pacote da amizade, e, tudo indica, da divisão de lucros.

Muitos outros negócios, mais ou menos escandalosos, continuaram a ser realizados nos anos seguintes.

Recentemente, Leco e Flavio Pires conseguiram influenciar na escolha, para o clube, e também a seus negócios, de um treinador, digamos, aberto a conversações.

Assim que foi contratado, Paulo Autori recebeu, no mínimo, um tratamento diferenciado da dupla.

Vamos explicar.

Recém separado, o empresário Flavio Pires mudou-se para um FLAT, na região do Alto de Pinheiros, apto 710, e, por coincidência, o treinador Autuori foi conduzido a se hospedar no mesmo local, no apartamento ao lado, de nº 708.

Ocorre que ambos os apartamentos estão em nome do Sr. Domingos Antonio Pires, pai do agente de jogadores, parceiro de Leco.

Procedimento que se repete noutros negócios do agente, como barzinhos, entre eles a Quitandinha, além da mecânica Flamacar, todos na Vila Madalena.

Desnecessário dizer o risco existente na aproximação de um treinador de futebol com seu dirigente e um empresário de atletas, ainda mais quando o profissional é beneficiado, financeiramente – com a não cobrança das despesas de moradia – no vínculo de “amizade”.

Tirante os fatos relatados, em julho de 2013, em conversa testemunhada por gente do Tricolor, Leco, ainda em campanha para ser candidato à presidência do clube, e Flavio, combinaram de cooptar gente próxima ao empresário para serem “presenteados” com títulos patrimoniais, no intuíto de que pudessem ser votados ao conselho, e, posteriormente, formassem uma base aliada aos interesses da dupla.

Veja só do que o Tricolor, e Muricy Ramalho, se livraram…

CONFIRA ABAIXO A MATRICULA DOS FLATS EM QUE MORAVAM O EMPRESÁRIO FLAVIO PIRES E O TREINADOR PAULO AUTORI, AMBOS EM NOME DO PAI DO AGENTE DE JOGADORES

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