Mario Gobbi tratava traficante Ângelo Canuto como “O Padrinho”, em alusão ao filme “O Poderoso Chefão”

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Ainda em silêncio, a diretoria do Corinthians não sabe que caminho seguir para justificar a relação de extrema proximidade, pessoal e comercial, do clube com o traficante internacional Ângelo Canuto, preso pela Polícia Federal após enviar quatro toneladas de cocaína ao Exterior.

Espera, talvez, pelas próximas revelações, para então,  assim como fez o PT no caso Vargas, dispensar os que estiverem comprometidos, lutando para salvar os que não forem pegos pelo escândalo.

Canuto era absolutamente poderoso, e perigoso, no meio em que atuava, e, até por isso, muito bem relacionado com jogadores de futebol, dirigentes esportivos e parte da imprensa, para quem também fazia seus “agrados”.

O traficante era tratado como “O Padrinho”, por todos os que conheciam suas práticas, inclusive o presidente do Corinthians, delegado Mario Gobbi, em alusão ao personagem “Dom Corleone”, mafioso imortalizado pela obra de “Mario Puzzo”, levado as telas com maestria por Copolla, tratado no Brasil como “O Poderoso Chefão”.

Outro grupo que está em pânico com a prisão do traficante é formado pelos empresários e sócios da Marketing SPORTS, que temem possível comprovação de lavagem de dinheiro do narcotráfico.

O site da empresa, do dia para a noite, entrou “em manutenção”, talvez para esconder a relação de jogadores por eles agenciados.

Tentou-se, antes, desvincular, por Nota Oficial, a imagem do traficante como proprietário do negócio, tratando-o como “investidor” ou “parceiro”.

“A Plus Sports Marketing LTDA é uma empresa especializada no gerenciamento da carreira de atletas de futebol. Fundada há quatro anos, a companhia esclarece que é idônea e desconhece qualquer ação ilícita de seus investidores e parceiros.

Angelo Marcos Canuto da Silva entrou na Plus Sports há oito meses. Anteriormente, ele era ligado a Live Soccer, empresa que atuava na área de marketing esportivo.”

Mas, diferentemente do site, a JUNTA COMERCIAL DE SÃO PAULO, que nada tem a ver com a história, mantém toda a documentação da PLUS SPORTS a disposição da população.

E a mentira cai por terra.

O “Padrinho”, no contrato social, aparece não apenas como proprietário, mas administrador, assinando pela empresa.

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Comprovada sua real condição no meio empresarial futebolístico, vale lembrar, como fez a Nota Oficial da Plus Sports, que o traficante Canuto respondia, também pela Live Soccer, local pelo qual intermediava atletas com o Corinthians, antes de 2010, data em que a atual empresa (a Plus) foi constituída.

Na verdade, no caso de Canuto, ter ou não empresa era mera formalidade, para dar ares de respeitabilidade, além de um local para explicar origem de recursos, num submundo em que a maioria do negócios são realizados de maneira informal.

É verdade que os negócios da PLUS, ou de outra qualquer, ligada ao traficante, eram feitos em diversos locais e clubes do Brasil, mas era no Corinthians, prestigiado pela proximidade, desde os tempos de policial, com o delegado Mario Gobbi, atual presidente do clube, que a “conver$a” fluia com mais “naturalidade”.

“O PADRINHO”, NO CT DO CORINTHIANS, CONFERINDO ASSINATURA DE CONTRATO DE LUCIANO, COM A PRESENÇA DE MARIO GOBBI

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NO PACAEMBU, NA ÁREA RESERVADA A DIRIGENTES DO CORINTHIANS, “O PADRINHO” ASSISTE A PARTIDA DO CLUBE CONTRA O ATLÉTICO SOROCABA

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“O PADRINHO”, SEMANAS ATRÁS, NA PORTA DO CT, COM O JOGADOR LUCIANO, DIA EM QUE ALMOÇOU COM MARIO GOBBI

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EVENTO “PREGADORES DO GUETO”, REALIZADO PELO “PADRINHO”, NA ESCOLINHA CHUTE INICIAL DO CORINTHIANS, EM QUE ESTIVERAM PRESENTES JOGADORES, CANTORES E DIRIGENTES DO CLUBE

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“O PADRINHO” e Luciano, assinando contrato com a ADIDAS

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“O PADRINHO”, em sua modesta residência, fazendo pose de bandido com o jogador Luciano

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MOTO DO “PADRINHO” NA SEDE DA PLUS SPORTS

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