Andres Sanches precisa manter a palavra sobre as arquibancadas móveis do “Fielzão”
O ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, garantiu, no alto de sua arrogância, período em que lustrava as botas de Ricardo Teixeira, entre um ou outro intervalo de bajulação com o PT, que o clube não gastaria um centavo sequer para bancar as arquibancadas móveis do estádio.
Disse ainda que a Copa do Mundo pouco importava para o Timão, e quem a quisesse na Arena alvinegra teria que bancá-la, senão construiria apenas 48 mil lugares, pouco se importando em ficar de fora do evento.
Chegou a hora de mostrar que tem palavra.
E peito.
Matéria de Rodrigo Mattos, no UOL, informou que o Governo deu pra trás e não vai arcar mais com os R$ 60 milhões necessários para a construção das instalações provisórias, demonstrando, ainda, que a conversa de parceria com o setor privado “que já estaria fechada” (falava-se na AMBEV), não passava de mais um embuste do ex-mandatário alvinegro.
A menos de quatro meses da Copa do Mundo, o clube enfrenta um dilema, grave.
Assumir mais uma dívida, de R$ 60 milhões, por incompetência de seus gestores, ou deixar de realizar a obra, ficar fora do Mundial, perdendo, por consequência, os R$ 420 milhões de CIDs da Prefeitura, que somente poderão ser utilizados, pelo contrato firmado, um mês após a realização da primeira partida no “Fielzão”.
Pela lógica “dos males, o menor”, a primeira opção deve ser a escolhida, acrescendo, por ironia do destino, aos já combalidos caixas alvinegros, mais uma dívida, exatamente no valor deixado pela gestão Dualib, considerada, à época, impagável pelos atuais gestores alvinegros.

