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Depois daquele beijo

feliz e niko

EDITORIAL DA FOLHA

Ao exibir no capítulo final da novela “Amor à Vida” um beijo amoroso entre dois personagens masculinos, a TV Globo atendeu a uma demanda que se intensificava nos últimos anos.

Em que pese a presença regular da temática gay na teledramaturgia nacional, levantava-se a reivindicação de um ato que selasse de maneira convencional o amor entre pessoas do mesmo sexo.

Este ato, segundo as convenções do gênero, é o beijo. Nada mais clássico, com efeito, do que as cenas finais em que galãs e heroínas longamente tocam seus lábios em sinal de união afetiva.

Consumado, o ósculo gay cumpriu seu papel de atrair audiência, provocar polêmicas e reverberar na mídia. Criticado por alguns, foi festejado por homossexuais, em alguns casos como se representasse a redenção da minoria discriminada.

A exultação decorre da hipertrofia midiática: as novelas infiltram-se de tal maneira no cotidiano da população que não raro se confundem com a realidade.

Não há dúvida de que a telenovela pode servir como termômetro moral e comportamental de um determinado momento da sociedade. Se isso é verdade, o beijo entre pessoas do mesmo sexo passa a fazer parte de um repertório socialmente aceito. Talvez seja a chancela que faltava a um movimento crescente nas últimas décadas.

É forçoso reconhecer e lamentar, no entanto, que a homofobia, em parte como reação aos avanços, ainda resiste. Enquanto se discutia o final da novela, a polícia investigava mais um caso de agressão a homossexuais ocorrido na região da rua Augusta, no centro de São Paulo.

Ninguém é obrigado a ter simpatia por gays ou gostar de ver dois homens ou duas mulheres se beijando. Daí não se segue, contudo, que seja aceitável a repulsa agressiva à homossexualidade.

Oscila-se, no Brasil, entre a atmosfera de tolerância –e até de celebração– e a rejeição violenta. A Constituição veta a discriminação por raça, sexo ou religião. Os preconceitos, porém, sobrevivem, enraizados em situações históricas e culturais.

Não se muda um país de uma hora para a outra –ou com um capítulo de telenovela. Mas, com todos os limites, o Brasil talvez venha a se tornar menos intolerante depois daquele beijo.

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23 comentários sobre “Depois daquele beijo

  1. Por incrível que pareça tive várias colegas gays, sempre procurei respeitar acho que é o minimo que podemos fazer.

  2. Curica fazendo escola……Sheik que o diga…Ralf da Picanha….etc etc etc.

    Em breve a globo lançará alguma outra novela com protagonistas curicanos, porem, sem homossexualidade, somente bandidagem.
    ________________________

    4MOR A VID4 LOK4…………próxima novela da Globo!!!

    Nela o Fielix, um garoto macho até debaixo de outro macho, tem um currículo (capivara) invejável na delegacia….pratica furtos, homicídios na Bolívia… e é protegido pela imprensa por ser de uma classe menos favorecida (não de $$$, de neurônios)

  3. Graças a Deus não me incluo nessa “sociedade” que perde seu tempo assistindo essas porcarias de novelas.

  4. Dizem que na casa do Sheik teve foguetório a noite toda devido ao ultimo capitulo da novela…rsrs

  5. ” A arte imita a vida”

    Sheikira fez história. A Globo somente o imitou

    Vai curica!!!

  6. As GAYVOTAS como sempre pirão com o assunto!!! Imagina como foi a celebração na sede da torcida após este megaevento??? Devem ter acabado com o estoque de camisinha….kkkkkkkkk

  7. A questão é uma só Paulinho, HIPOCRISIA!!!!! As pessoas nao estao aplaudindo o amor, ainda q seja gay (com se fosse menos amor por isso), as pessoas estao aplaudindo DOIS ATORES GLOBAIS!!!! A mediocridade é tanta, q pra elas, a globo pode tudo, é assim com mendigos, pessoas com deficiencia, negros, prostitutas, enfim, NA TELA DA GLOBO, TODOS PODEM TUDO, ATÉ SE REUNEM EM RESTAURANTES PRA TORCER PELA DIVERSIDADE, SEJA ELA QUAL FOR, mas qndo encontram uma vida dessa de verdade na rua, atropela, passam por cima com agressoes fisicas, verbais ou com indiferenças, PROPRIA MUITAS VEZES DE UMA CLASSE MEDIA ULTRAPASSADA E FALIDA Q ACHA Q FELICIDADE É APARENCIA, Sinto pena dessa gente hipocrita e desses bandididos INRUSTIDOS q se prestam a esse tipo de papel, so eles nao veem q o tempo deles ja passou.

  8. eu acho q esses machos q estao aqui tao idignados com um beijo entre dois homens, LAGO Q EXISTE DESDE Q O MUNDO É MUNDO, ATE ENTRE ANIMAIS, paracem para refletir sobre a v erdadeira razao disso. Aposto q com uma boa terapia uns 80% dos mais indignados iria descobrir q isso na verdade, É INVEJA! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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