Dia 2 de fevereiro, o Centenário do Papão
Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO
O primeiro campeonato estadual do Pará começou em 1913, quando o Remo conquistou o título, após o empate por 1 a 1 entre Norte Club e Guarany.
Devido a uma briga generalizada nessa partida, os jogadores do Norte, que precisavam da vitória para provocar um jogo extra, contra o Remo, solicitaram à federação a anulação do duelo.
Inconformados com a decisão contrária, resolveram criar uma instituição mais forte, que envolvesse membros de outras agremiações que, uma vez unidos, poderiam fazer frente àqueles que controlavam o futebol local.
Eles “precisavam” do Paysandu.
Nasceria em 2 de junho de 1914, o Paysandu Sport Club, que recebeu este nome como uma homenagem a transposição do Passo do Paysandú, um importante feito da Marinha Brasileira durante a Guerra do Paraguai.
Logo se tornaria Papão, uma alusão ao bicho-papão, por conta de seu grande domínio no futebol do estado.
Em seu distintivo um inusitado pé alado, pois seus jogadores não corriam, “voavam”.
E voavam mesmo.
Em 18 de julho de 1965, o Peñarol, base da seleção uruguaia da época, e que conquistaria o tricampeonato da Libertadores no ano seguinte, levou um sonoro 3 a 0 do Papão.
Feito que virou parte do hino, na verdade do frevo do Paysandu escrito pelo astro Pinduca: “…O nosso time joga pra valer, até o Peñarol veio aqui pra padecer…”
O maior campeão da Região Norte, com 45 títulos estaduais também contaminou o Brasil.
Após duas conquista nacionais da Segunda Divisão em 1991 e 2001, 2002 foi um divisor de águas.
Conquistou a Copa do Norte no começo do ano.
E depois de alguns meses a Copa dos Campeões de 2002, ao passar por cima do Cruzeiro.
Ainda era pouco.
No ano seguinte, um feito raro para qualquer equipe, derrotar o Boca Juniors em pleno La Bombonera, não para o Paysandu.
Parabéns para todos nós, somos felizes por sermos contemporâneos, do grande Papão.

