A TEISA e os conselheiros do Santos
Criada com o intuito de investir, apenas e tão somente, em contratação de jogadores para o Santos – com o discurso quase benemérito – a TEISA demonstrou que a prática é bem diferente da conversa inicial.
Hoje, não apenas detém direitos sobre atletas importantes do clube, como também coloca dinheiro para reforçar adversários.
Estranha-se, porém, o silêncio de conselheiros do clube, teoricamente enganados pelo acordo.
Não mais, porém, depois do que descobrimos, semana passada.
As cotas da TEISA custam, em média, R$ 300 mil.
Viáveis, aparentemente, apenas aos que possuem ótima condição financeira.
Mas, na surdina, grupos de conselheiros se juntaram e investiram, de maneira fracionada, tornando-se cotistas da TEISA, e, por consequencia, donos de atletas do Santos.
E também dos adversários.
Uns com R$ 5 mil, outros com R$ 15 mil, e por ai, vai, até que se formasse o montante necessário, os R$ 300 mil.
Uma relação de promiscuidade e que impede, agora, que medidas favoráveis ao clube possam ser tomadas, sem que os próprios conselheiros saiam chamuscados do episódio.

