Andres Sanches será testemunha de defesa de policiais acusados por chacina
Há três anos, segundo o Ministério Público de São Paulo, policiais militares teriam orquestrado uma chacina, bem sucedida, em que doze pessoas foram mortas na região de Itú, sem a menor chance de defesa.
A famosa “Operação Castelinho”.
Cinquenta e três PMs foram indiciados por diversos crimes, entre eles, homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e emboscada), roubo qualificado, fraude processual, desvio de função e abuso de autoridade.
Fala-se em acerto de contas de quadrilhas.
À época, todas as imagens da estrada, do pedágio e demais câmeras que poderia facilitar as investigações, como num passe de mágica, simplesmente desapareceram.
“Verifica-se, portanto, que os crimes de morte foram levados a efeito em circunstâncias espetaculares e com o fim de sedimentar uma ‘imagem boa’ do Gradi [Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância] e das unidades policiais articuladas para essa operação, numa demonstração equivocada, desnecessária, gratuita e macabra de força, configurando-se dessa maneira, a futilidade da motivação subjacentes aos delitos cometidos”, afirmou a promotora, Dra. Vânia Maria Tuglio.
O Juri dos acusados deverá ter início em breve, e, para surpresa de alguns, não deste jornalista, haverá uma “ilustre” testemunha de defesa dos PMs, já convocada pela Justiça: Andres Navarro Sanches.
Resta saber quais razões fazem um ex-presidente do Corinthians, que à época dos crimes exercia o cargo, ser chamado a testemunhar num crime de chacina ocorrido a mais de 100 km da região em que possui residência.

