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Corinthians, por intermédio de Mario Gobbi, deu dinheiro para a defesa dos “12 apóstolos”, diz advogado, que detonou também Vicente Cândido (PT)

gobbi vicente candido

Em entrevista à “Isto É” dessa semana, o advogado dos “12 apóstolos” de Oruro, além de membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, Sergio Marques, faz graves acusações contra Corinthians, Itamaraty e Gaviões da Fiel.

Diz, por exemplo, que recebeu um email do Dr. Gavião, Ricardo Cabral, responsável pela farsa do “di menó” dizendo que os “organizados” não o reconhecem mais como representante dos presos e deixarão, portanto, de pagá-lo.

Contrariando o desejo dos familiares, que insistem em sua participação.

Porém, ao ser questionado se realmente a origem do dinheiro de seus honorários seria dos Gaviões da Fiel, Dr. Sergio respondeu que Mario Gobbi repassava o dinheiro a torcida, que depois dava aos familiares.

Afirmou ainda que o delegado, presidente do Corinthians, mentiu à imprensa:

“Não. A Gaviões adiantou um dinheiro para os familiares e eles me pagavam.

Eu recebia das famílias dos encarcerados.

Mas na semana passada, o Mario Gobbi (presidente do Corinthians) chamou as famílias para uma reunião no clube.

Ali, segundo me contaram alguns parentes, foi pedido para que os familiares nos destituíssem do caso.

Aí, quando os parentes disseram que nós não seríamos afastados, o Gobbi se levantou, saiu da reunião e deixou as pessoas ali (a avó de um dos parentes presente na conversa confirmou o inconformismo de Gobbi e a sua atitude de deixar a reunião naquele momento).

Depois, em entrevista para a imprensa, o Gobbi diz que os familiares o procuraram para pedir ajuda para soltar os doze presos.

Mentira, foi o contrário!

Bom, o Gobbi, agora, não repassa mais dinheiro para as torcidas e elas não podem mais pagar as custas do processo para as famílias.”

Dr. Sergio Marques diz ainda que a manobra para tirá-lo do caso tem a ver com o desejo de políticos governistas de aparecerem para a mídia como os “salvadores” dos presos.

Entre os deputados citados estão Fernando Capez e Vicente Cândido, que, segundo o advogado, transformaram a oitiva do “di menó” dos Gaviões num verdadeiro circo:

Foi um circo, uma palhaçada tremenda. Oito pessoas estavam inscritas para participar da oitiva de um menor de idade, cuja identidade tem de ser preservada.

Mas havia 16 pessoas na sala.

Apareceram dois deputados, Vicente Candido e Fernando Capez, tinha a filha do Vicente Cândido, que se dizia assessora ou secretária do pai, além do Ricardo Saad, da Polícia Federal, representante do ministério das Relações Exteriores e alunos de um dos advogados da Gaviões.

O promotor boliviano assistia a tudo isso incomodado.

O promotor brasileiro que lá estava não foi contra a presença dessas pessoas.

E, no final da oitiva, algumas delas pediram cópias do processo.

E conseguiram sair com isso, apesar de ninguém ali poder ter acesso ao processo.

Somente quem é advogado das partes poderia ter acesso.

Sobre o depoimento do “di menó”, Sergio trata como “nojenta” a ação do Dr. Gavião, que insistia em imputar ao garoto crime que claramente não cometeu, pensando em soltar, à custa de mentiras, os “apóstolos” de Oruro.

“Vi que a oitiva estava direcionada.

O advogado do H. A. M. não queria que ele respondesse a verdade, para seguir com a tese de que o menor brasileiro seria o responsável pela morte do boliviano.

É uma ignorância querer usar o menor brasileiro como bode expiatório, além de uma antiética nojenta, para soltar os doze.

É dar um tiro no pé, porque, dessa forma, os doze serão penalizados como cúmplices.

Para finalizar, separamos trecho em que o Dr. Sergio testemunhou o nível de baixeza do Deputado Vicente Cândido (PT), que até choro teria simulado dentro da cela dos presos, para demonstrar “empenho” na soltura.

Além disso, Cândido teria mentido aos “apóstolos”, no intuito de se vangloriar de algo que não havia feito.

Sergio diz que desmascarou o deputado na frente dos presos, ocasionando situação que constrangeria qualquer pessoa minimamente decente.

Não parace ser o caso, evidentemente, do sócio de Marco Polo Del Nero.

Deputados que ganham salários estratosféricos vão lá e não deixam um real de ajuda a eles.

Mas fazem questão de tirar fotos ao lado deles e dizem à imprensa que estão colaborando com os presos.

Teve um deles que fingiu um choro, efetivamente caiu lágrima do fulano, na frente dos presos, na detenção.

Ele dizia que havia trazido para a Bolívia o depoimento do menor H. A. M. e que isso os inocentaria e os tiraria da prisão em dez dias.

E seguiu dizendo o quanto foi trabalhoso para ele, Vicente (Cândido, deputado federal pelo PT) fazer isso.

Uma mentira tamanha.

Eu, ali do lado, me levantei nessa hora e falei para parar com essa palhaçada.

Porque eu quem havia trazido o documento e o protocolado dois dias atrás na promotoria!

Como assim fazer esse teatro e dizer que trouxe o papel com muita dificuldade?!

Ou o cara é maluco, ou é inconsequente.

Em qual momento essas pessoas se esqueceram de que se trata de um processo de homicídio doloso?”

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