Caso Rosan: jogadores do São Paulo perderam o respeito pelo departamento de futebol
A inabilidade com que o São Paulo tratou a demissão do fisioterapeuta Luiz Rosan desencadeou uma crise interna que dificilmente será superada sem a demissão dos responsáveis pela lambança.
Principalmente pela obscuridade do procedimento.
Há de se ter uma justificativa plausível para dispensar os trabalhos de um profissional tido como referência mundial na profissão.
O São Paulo até agora não a forneceu.
E tem o dever de fazê-lo, em respeito a seu torcedor, aos conselheiros e também ao fisioterapeuta demitido.
A não ser que não exista explicação alguma e o caso não tenha passado de birra pessoal entre um dirigente que claramente não é do ramo, Adalberto Batista, e o referido profissional.
Os jogadores, revoltados, não apenas com a demissão, mas também com a falta de transparência dos dirigentes, demonstram claro incomodo como a situação, e não escondem ter absoluto desprezo pelo atual comando do departamento de futebol são-paulino.
Chegou o momento de João Paulo de Jesus Lopes, superior de Adalberto, e também de Juvenal Juvêncio, presidente do clube, tomarem a frente da situação, saindo de trás da confortável situação de silêncio ou falta de justificativas.
Se os atletas continuarem achando – como estão – que os dirigentes tricolores agiram de sacanagem com um profissional competente, nada impede venham a se sentir ameaçados, pelos próprios, em seus empregos.
Situação que pode ocasionar problemas até no rendimento da equipe, futuramente.
Apenas a verdade, simples e objetiva, pode resolver a questão, demonstrando se houve ou não justiça na demissão de Rosan.
E, se constatada a falta de argumentos sólidos para tal, que se puna o responsável pelo equívoco, mesmo sendo ele amigo pessoal do principal mandatário tricolor.
