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Empreiteiras são a “Volkswagen” do novo Lula

Era uma vez, num passado nem tão distante assim, um metalúrgico ambicioso, capaz até de cortar a própria carne – ou o dedo, no intuito de se dar bem na vida.

Sem nenhum escrúpulo político, logo foi notado, pela popularidade entre os iguais, como excelente instrumento de manipulação.

Eram períodos em que as grandes indústrias nacionais obedeciam ao Governo de maneira canina, como, por exemplo, as montadoras de automóveis.

Existia a proibição de aumentar o preço dos carros para o consumidor sem anuência do poder vigente no país.

Lula foi a chave da Volkswagen, beneficiando até as concorrentes, com suas “greves”, que se tornaram um negócio altamente lucrativo, não apenas financeiramente, mas também politicamente, angariando e enganando uma multidão de seguidores.

O mecanismo era simples: para convencer o Governo a autorizar o aumento do preço de veículos, encomendava-se uma ou mais greves com o jovem barbudo, de hábitos rudes, mas que se fazia crível em discursos absolutamente desprovidos de verdade.

E ele não negava fogo, aliás, por vezes, até colocava fogo, ocasionando um inferno popular que obrigava as fabricas a pararem a produção.

Recado dado, ordem de aumento concedida, com os trabalhadores acreditando na “vantagem” recebida, sem notar que o acréscimo do valor dos veículos eram muito maiores do que a diferença de seus holerites.

O tempo passou, o tal barbudo prosperou e ocupou até a cadeira da Presidência da República, algo inimaginável pelos seus compradores de serviço, à época.

Com a mudança da política e uma certa liberdade maior de atuação das grandes empresas, Lula, o tal barbudo, evoluiu também na maneira de fazer dinheiro.

Trocou a antes solitária Volkswagen, sua principal “fornecedora”, pelos milhões de dólares das empreiteiras, que tanto enriquecerem em seus anos de Governo.

Do dinheiro para comprar um bom carro ou uma casa de classe média, dos tempos de São Bernardo, o ex-presidente passou a receber quantias que deixariam os maiores assalariados do Brasil de queixo caído, sem muito esforço, e ainda tirando onda da nação.

E, diferentemente do passado, quando as ordens eram dadas no sentido inverso, ou seja, da montadora para o barbudo, hoje quem manda realmente é o chefe do mensalão.

Tanto que até estádio de futebol para seu clube de coração, como se estivesse construindo um sobrado no ABC, a Odebrecht foi obrigada a fazer, com enorme risco de nunca receber.

Pelo menos nas vias normais, porque sabe-se, é o que mostram noticias recentes, que o abastecimento do caixa foi gordo nos últimos anos.

Mesmo que a presidenta Dilma Rousseff insista em “não fazer ilações contra o ex-presidente”, sabedora que, nesse período de quase eleições, o melhor é ficar calada e fingir que nada acontece.

Infelizmente não se trata do melhor para o povo, como, aliás, desde o tempo da Volkswagen, nunca foi.

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