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Os erros de Paulo Nobre

Mello Palmeiras 1

O início de gestão do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, está sendo marcado pela demonstração, já esperada, de inabilidade administrativa.

Embora tenha sido vendido como grande empresário do mercado financeiro, na verdade, Nobre como gestor não passa de um mediano corredor de rally.

É sim milionário, porém herdou a fortuna de seu pai, ex-dono de cartório, em que constam algumas ações importantes, e outras, diria até, preocupantes.

Porém, por opção de vida, até inteligente, decidiu pela contratação de gestores para cuidar de seus recursos, estes que impedem, por vezes, que cometa insanidades financeiras, liberando-o para suas aventuras de playboy.

O grande problema é que, estimulado pelo desejo de contribuir com o clube de coração, aceitou um desafio, de presidi-lo, sem a preparação adequada para fazê-lo.

A “aventura” Palmeiras, diferentemente do que ocorre em sua vida particular, em dando errado, atingirá milhões de torcedores, alguns milhares de associados, e, principalmente, a história de vida de uma agremiação centenária.

Nobre optou, então, por cuidar do clube, deixando o futebol nas mãos de lobos em pele de cordeiro.

Errou.

Assim como se equivocou também na escolha da equipe que cuidará de um setor primordial de sua gestão, ou seja, a comunicação.

Ao escolher, por amizade, dar carta branca a José Carlos Brunoro, sócio de outro amigo do presidente palestrino, V(W)anderlei(y) Luxemburgo, para gerir o departamento mais importante do Palmeiras, Nobre acreditou em suas lembranças do período “Parmalat”, contexto que nada tem a ver, principalmente no tocante a parte financeira, com os dias atuais.

Entregou a “galinha dos ovos de ouro” nas mãos de gente que há anos tem como meio de vida realizar negociações para proveito próprio no mundo esportivo.

Ou seja, Nobre acertou, e foi até humilde,  ao delegar funções no clube que sabe ser inapto para trata-las, porém, equivocou-se na escolha de seus colaboradores.

Caso também da nomeação do assessor de imprensa, ex-da MSI, corinthiano que têm parentes não apenas na direção do adversário como também em seu conselho deliberativo.

Um ato que o colocou em rota de conflito com suas próprias atitudes no convívio enquanto associado do Palmeiras, em que por diversas vezes foi flagrado abominando a utilização de cores pretas, e até instigando, num gesto de imaturidade, gente do clube a não utilizar camisas da cor do adversário dentro do Parque Antárctica.

Nobre, acostumado a solitárias aventuras automobilísticas mundo a fora, diga-se de passagem, bancadas por seus recursos, está agora pilotando um modelo tradicional de Fórmula 1, em pista acidentada, sem nunca sequer ter dado uma volta no simulador.

Pode até dar certo, mas, sem dúvida, sua vida, e a tarefa em si, não será nada fácil.

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