Por que o Corinthians não compra os direitos de Paulinho ?

Há menos de um ano, dirigentes do Corinthians alardearam, com a ajuda da imprensa remunerada, que pagariam uma fortuna para contratar o argentino Carlitos Tevez.
“Dinheiro não é problema”, dizia Andres Sanchez.
“Temos a maior arrecadação do Brasil”, complementava Luis Paulo Rosenberg, seu diretor de marketing, à época, atual vice-presidente alvinegro.
Pois é.
Mesmo sabedores de que o grande nome do clube no momento, o jogador Paulinho, inevitavelmente será negociado ao final do Mundial de Clubes, e que terá certamente convocações à Seleção, que irão, de fato, valorizá-lo, os dirigentes do Corinthians insistem em manter apenas 10% de participação em seus direitos federativos.
Estranho, não ?
Com seus parceiros loucos para negociarem suas partes, nenhuma proposta sequer foi aventada.
O motivo é evidente.
A cada percentual do jogador adquirido pelo Corinthians diminui-se o lucro daqueles que receberão, por fora, as “taxinhas” acertadas no início de todo o processo, quando de sua contratação.
E são vários os estômagos a serem saciados por esta pizza.
Todos os ligados ao clube (dirigentes, ex-presidente, comentarista de televisão, treinador de Seleção e até um Fenômeno) irão receber, segundo informações, sobre os 45% pertencentes ao BMG.
Valores estes que costumam ser depositados, e depois direcionados, pela conta do “olheiro” do Departamento de Futebol, o mesmo que recebeu comissões (5%) por um empréstimo de R$ 35 milhões realizado pela instituição financeira aos caixas alvinegros.
É ou não uma farra ?
