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Tite e Felipão salvam lambanças de seus dirigentes

As vitórias de Corinthians e Palmeiras, ontem, pela Libertadores e Copa do Brasil, respectivamente, são méritos claros do trabalho de seus treinadores.

Os dois realizam trabalho admirável e superam a incompetência de suas diretorias.

Tite pegou um Corinthians com elenco limitado, e uma porção de jogadores contratados sem o menor critério técnico, quase sempre para agradar empresários e proporcionar “negociatas” a dirigentes do clube.

Conseguiu, com muito trabalho e competência, extrair uma equipe solidária, que erra muito pouco, e dificílima de ser batida.

É contestado pelo falta de beleza plástica do futebol apresentado, mas, como fazê-lo com as peças que possui ?

Inteligente, o treinador alvinegro tratou de montar a equipe de acordo com a característica de seus jogadores, sem dar a menor bola para a imprensa e até aos torcedores.

Administrou ainda diversas crises ocasionadas por declarações fora de hora e por vezes imbecis de seus dirigentes, evitando que o reflexo negativo pudesse alcançar o psicológico dos jogadores.

Deu no que deu.

Está a poucos passos de comemorar o segundo título mais importante da história do Corinthians.

E o maior de sua carreira.

Já a missão de Luis Felipe Scolari foi ainda mais difícil.

Se Tite tem ainda um ou outro jogador de qualidade, Felipão, praticamente, nada tem.

Tira leite de pedra, diariamente, contando com promessas que não vingaram, e jogadores consagrados, como Valdivia, mais preocupados com as baladas que o salário proporciona do que em se doarem pelo clube que os pagam.

Além disso, carrega nas costas uma pressão quase insuportável de conselheiros que querem vê-lo pelas costas, diretores que municiam a imprensa “amiga” com notinhas quase sempre inverídicas contra si, além de jogadores que, insatisfeitos com a reserva, tratam de infernizar o ambiente.

No meio de toda essa guerra, conseguiu manter o apoio do torcedor, e, com ele, partiu para a vitória contra o Grêmio, que ninguém, nem este jornalista, imaginavam poder acontecer.

Deu um nó no seu velho freguês Luxemburgo e está prestes a chegar numa final de um torneio que pode levar o clube novamente à Libertadores da América.

Com o elenco que tem em mãos, uma proeza incomensurável.

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