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Defesa de Vitor Birner à mudança de Lei deixa ONGs do Morumbi indignadas

Moradores do Morumbi, ligados aos MMT e também ao SAVIAH, estão repassando e-mails indignados com um texto escrito pelo jornalista Vitor Birner.

Um deles, copiado para nossa caixa de mensagens.

Na ocasião, Birner pede mudanças na lei do silêncio, que, em sua opinião, estaria ultrapassada e prejudicaria a arrecadação daqueles que pensam em fazer shows em estádios e constantemente são travados por baralhas jurídicas.

Cita como exemplo o São Paulo Futebol Clube e o estádio do Pacaembu.

Diz ainda que o departamento jurídico do Tricolor vem tendo muito trabalho com essas contendas jurídicas movidas pelas associações, assim como os organizadores que tentam realizar eventos no estádio municipal, e não conseguem por motivos semelhantes.

É exatamente a citação aos moradores e também o exemplo dado de que o estádio foi construído antes de existirem moradias que ocasionou a maior parte das mensagens de revolta.

Confira abaixo o texto de Vitor Birner, retirado de seu blog, e que também foi publicado no Lance !.

Lei gera prejuízo aos times de futebol, atrapalha o desenvolvimento de São Paulo e não resolve nada

Coluna no Lance!

De Vitor Birner

A cidade de São Paulo não pode ser elogiada pelas belezas naturais e nem merece ser chamada de um local bom para se descansar e relaxar.

Trata-se de um enorme caos urbano, formado pela mistura de milhões de pessoas vindas de todas as partes do planeta, poluição e congestionamento.

Aqui, quase todo mundo vive acelerado, com pressa.

A palavra que mais combina com  São Paulo é trabalho.

Os governantes paulistanos não podem abrir mão de grandes oportunidades. Precisam, sempre, estimular os novos negócios.

O setor de entrenimento, no local sem praias, e com a noite turbinada, é muito importante.

Ele tem sido afetado por causa de uma lei que, na prática, não se cumpre.

Ou os limites de ruídos são respeitados, e isso só vai acontecer se proibirem, por exemplo,  a circulação de  carros, ou a lei precisa ser adaptada à realidade.

A primeira opção vai afastar da cidade importantes eventos. A segunda abre as portas dela para eles.

A proposta precisa ficar clara. Não se pode aplicar parcialmente a legislação.

Reproduzo, aqui, um texto que publiquei no Lance, faz dois meses, sobre o importante assunto.

Lei gera prejuízo

A cidade de São Paulo necessita rever com urgência a desatualizada legislação sobre emissão de ruídos.

Ela causa prejuízos tanto para o município quanto aos times de futebol.

Cansei de criticar a prefeitura porque o estádio do Pacaembu não se paga. O Corinthians tentou arrendá-lo, mas desistiu. Não tinha como sustentá-lo sem receber eventos fora do jogo de bola.

A associação de moradores ‘Viva Pacaembu’ quase sempre consegue impedir na justiça que shows aconteçam no local. O barulho tem sido o trunfo legal dela.

A organização do UFC queria as lutas lá, porém abandonou a idéia porque foi avisada que os alvarás não seriam concedidos.

O palco paulista na Copa do Mundo de 1950, inaugurado dez anos antes, quando havia poucas casas nos arredores, deve estar com seus dias contados.

Sem os grandes artistas ou qualquer espécie de atração especial, como vai gerar receitas quando o Itaquerão e a Arena Palestra Itália estiverem prontos?

Quem pagará a conta?

Os contribuintes?

Não foi à toa que surgiu o conceito das arenas multiusos. A arrecadação das partidas era insuficiente para a manutenção dos estádios.

As duas apresentações de Roger Waters renderão ao São Paulo R$2,2 milhões de aluguel e mais cerca de R$500 mil na venda de bebida.

O Morumbi dava prejuízo até a construção de camarotes, restaurante e de receber com frequência grandes espetáculos. .

A associação dos moradores daquele bairro sempre vai á justiça para evitar a realização dos mesmos. Dá muito trabalho ao departamento jurídico do clube.

Vale lembrar que o Cícero Pompeu de Toledo foi construído quando não havia residências nem perto (veja foto).

Os insatisfeitos com a existência dele chegaram depois. Escolheram ficar próximos e estão incomodados por isso.

O Palmeiras deve enfrentar problemas parecidos assim que a reforma do Palestra terminar.

Nada disso combina com a cidade que nunca para.

As portas da capital paulista precisam ficar abertas aos importantes negócios, como, por exemplo, os do ramo de entretenimento.

Kassab e vereadores, toco a gorduchinha para vocês.

Fora da realidade

O limite de emissão de ruídos na região do Morumbi vai de 45 a 55 decibéis, de acordo com o horário.

As medições realizadas por volta de 20hs na Av. Giovanni Gronchi, que fica ao lado do estádio, em dias sem nenhum evento na casa são-paulina, ficaram entre 60 e 65 decibéis.

Em algumas áreas industriais é permitido o limite de 70 decibéis, os maiores da cidade.

Na Av Paulista (não é área industrial), às vezes ele atinge os 100 decibéis.

Parâmetros legais e irreais brecam bons negócios para os time de futebol.

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