Caso Adriano: novo vexame jurídico do Corinthians
LUIS BUSSAB
Assim que o Corinthians anunciou a demissão por justa causa do atleta Adriano, quem tem um mínimo de inteligência já sabia que o final da história não seria nada bom para o clube.
Era evidente que não se poderia comprovar o que seria alegado judicialmente, já que nem advertências foram dadas ao atleta, além do próprio departamento médico do clube, irresponsavelmente, tê-lo elogiado seguidamente de maneira pública.
Na verdade, o presidente do Corinthians, o delegado Mario Gobbi, tomou uma decisão emocional, ocupando um cargo em que a racionalidade tem sempre que prevalecer.
Como resultado teremos novo prejuízo aos caixas alvinegros, além, é claro, do evidente desgaste na imagem.
Sem contar o esfriamento das relações entre Ronaldo e o departamento de marketing, oriundo deste episódio, e que tantos prejuízos, diretos ou indiretos, tem proporcionado ao Corinthians.
Por sorte, Adriano foi até benevolente no acordo, senão o prejuízo poderia ter sido ainda muito maior.
Sim, porque os dirigentes do Corinthians, quando o contraram, sabiam de antemão que se travava de um problema.
Mesmo assim, ofereceram regalias, fecharam os olhos para seus erros e depois quiseram ser mais espertos do que a esperteza, esquecendo-se da sua própria parcela de culpa.
Deveria, o atual presidente, que seguramente teve sua intempestiva decisão incentivada pelo departamento jurídico, dirigido pelo Dr. Luis Bussab, exigir que o mesmo desse explicações convincentes de mais essa trapalhada.

