
O Corinthians, com uma equipe de jogadores operários, como em sua origem, empatou uma partida dificílima contra o Palmeiras, em zero a zero, sagrando-se Campeão Brasileiro pela quinta vez em sua história.
Uma conquista que ficará marcada pela emocionante homenagem ao Dr. Sócrates, antes do pontapé inicial, em que os jogadores da equipe, de punho cerrado, para o alto, como fazia o Magrão em seus momentos de comemoração, esperaram pela passagem do minuto de silêncio designado pela arbitragem.
O Palmeiras atuou com enorme dignidade, jogando o que não houvera jogado durante todo o ano, tornando a conquista do Timão ainda mais emocionante.
Foi do Verdão o domínio da primeira etapa, embora o Corinthians tenha entrado em campo cauteloso, claramente para segurar o empate que lhe garantia a conquista.
No segundo tempo, uma asneira de Valdivia, que não merece vestir a camisa do Palmeiras, deixando o cotovelo em Jorge Henrique, e sendo justamente expulso pela arbitragem, facilitaram as coisas para o Corinthians.
Mesmo assim, aguerrido, o Palmeiras deixou o Pacaembu em silêncio, quando Marcos Assunção colocou a bola na cabeça de Fernandão, que acertou a trave, e, no rebote, Luan perdeu gol inacreditável.
Aos 28 minutos, Wallace, que fez falta o jogo inteiro, cometeu outra, por trás, e deixou as duas equipes com dez jogadores.
Daí por diante, enquanto Felipão, corajoso, colocava a equipe para frente, o Corinthians so pensava em se defender, comemorando o resultado de empate entre Vasco da Gama e Flamengo, que lhe garantia o título.
Houve tempo ainda para, no final, Jorge Henrique chutar o ar, como costuma fazer Valdivia, e ser agredido por João Vitor.
Após este lance, um princípio de confusão fez a arbitragem expulsar João Vitor e Lendro Castan, esquecendo-se de Luan, que também bateu em Jorge Henrique.
Minutos depois o apito final no Rio de Janeiro consagrava o Corinthians campeão brasileiro de 2011, e seus jogadores, antes do termino do jogo, no Pacaembu, já comemoravam.
Um título justo, num campeonato dificílimo, e que, de maneira especial, mesmo a contragosto de sua diretoria, homenageia o mais genial dos jogadores alvinegros em todos os tempos.