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Exigência de diploma para jornalismo é equivoco que não pode voltar a ser cometido

Em claro retrocesso, o Senado brasileiro aprovou, em primeiro turno, a exigência de diploma para a profissão de jornalista.

A decisão tem ainda um longo caminho a percorrer para ser sancionada.

Terá que passar por um segundo turno, no mesmo órgão, outros dois turnos, na Câmara, retornar ao Senado para, então, se ainda sobreviver, obter a chancela presidencial.

A queda da exigência do diploma, proporcionada em decisão do STF, permitiu à população acesso ilimitado à informação, oriunda de gente que tem enorme capacidade de se comunicar, mais até do que muitos formados na profissão.

Restringir as palavras de especialistas em determinados assuntos, e suas publicações, pela falta de um curso, que tem duração de quatro anos, mas, de fato, só tem de aproveitável, se tanto, uns seis meses de matérias, é retroceder ao tempo das cavernas.

Óbvio que o profissional sem diploma, para proveito próprio ou não, precisa se especializar em alguns aspectos, até para se destacar no mercado de trabalho, e poder proporcionar um serviço mais qualificado ao consumidor de notícias.

Assim como as empresas de jornalismo tem todo o direito de, na falta de profissionais excepcionais, não diplomados, exigirem que os postulantes ao trabalho se diferenciem pelo curso.

Não sou contra obter o diploma, que, óbvio, sempre acrescenta alguma coisas, mas, exigi-lo como requisito obrigatório numa profissão diferente de muitas, é um equivoco que não pode voltar a ser cometido.

Para ser jornalista, de fato, é necessário ter bom caráter, ética, saber se comunicar, possuir compromisso com a verdade, boas fontes, tem que estar sempre ligado, ler muito sobre todos os assuntos e amar incondicionalmente sua profissão.

Posso afirmar, sem medo de errar, que 90% do que foi relatado acima não se aprende nos bancos das universidades.

São requisitos proporcionados pela vida, pelo berço e também oriundos da capacidade individual de aprendizado de cada profissional.

E, quem assina este texto, é profundo conhecedor dos dois lados da moeda.

Sou jornalista diplomado, mas consciente em reconhecer que a excelência do trabalho, em minha profissão, passa bem longe de um quadro pendurado na parede.

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28 comentários em “Exigência de diploma para jornalismo é equivoco que não pode voltar a ser cometido”

  1. Paulinho

    Não concordo com sua visão.

    Exemplo:

    Uma pessoa pode ser uma boa administradora, mas se nao tiver o CRA não pode assinar balanço patrimonial e outros documentos da competencia de um Administrador formado.

    Paulinho: Meu caro, são profissões diferentes… Um bom médico, por exemplo, escreverá colunas sobre medicina melhor do que qualquer jornalista, desde que tenha dom para comunicação. Entendeu o exemplo ? No caso de um administrador, que tem que ter conhecimentos tecnicos específicos, a Faculdade tem que ser realizada. São situações diferentes

  2. Discordo quando diz que pouco se aproveita nos 4 anos de universidade. Concordo quando diz que o diploma não garante competência a ninguém para escrever. No geral, temos muitos comunicadores que não têm a devida formação e exercem com propriedade suas funções. No entanto, assim como nós jornalistas, diplomados, precisamos de bases fundamentadas para selecionar um entrevistado, por exemplo, acredito ser muito importante sim, o diploma para registrar legalmente e atribuir responsabilidades a estes profissionais. Assim como Gilmar Mendes, que nos comparou a cozinheiros (sem demérito nenhum aos culinaristas), entre a tia que cozinha e uma pessoa que tenha formação em culinária, (em geral, salvo exceções muito específicas), devemos optar por entrevistar o chef, o culinarista pelo conhecimento prático e com propriedade para falar sobre o assunto. Essa discussão ainda vai longe, mas posso dizer que o diploma (e os conhecimentos adquiridos com ele) me ajudou. E muito.

  3. “Restringir as palavras de especialistas em determinados assuntos, e suas publicações, pela falta de um curso, que tem duração de quatro anos, mas, de fato, só tem de aproveitável, se tanto, uns seis meses de matérias, é retroceder ao tempo das cavernas.”

    Não seria melhor aperfeiçoar os cursos, melhorar a fiscalização em cima das faculdades que oferecem o curso, ao invés de liberar para qualquer pessoa “exercer” esse ofício, muitas vezes extrapolando os limites da liberdade de imprensa e de expressão, e ainda, em algumas ocasiões, cometendo diversos crimes contra a honra alheia, pensando estar acobertado pela constitução?

    É caso de se analisar com muito cuidado.

  4. Lamentável o seu texto!

    1)A profissão de jornalista é tão importante como TODAS as outras;
    2)A faculdade permite dar às pessoas o conhecimento mínimo para exercer a profissão;
    3)O diploma ajuda o empregador a ter uma referência da qualidade do candidato;
    4)A falta de diploma não impede o cidadão de falar ou escrever sua opinião.

    Nenhum sistema é perfeito, mas hoje a faculdade é pré-requisito para um possível sucesso profissional, assim como frequentar a escola é a melhor maneira para se aprender a ler e escrever.

  5. Se o sujeito quer ser chamado de “Jornalista” ele tem que ter diploma, senão que continue informando mas sem o “título” em questão.
    Ou então que seja extinto o curso superior de jornalismo, já que qualquer um pode ser chamado de jornalista.

  6. Desde quando tentar profissionalizar compulsoriamente uma categoria é um retrocesso? É muito fácil falar quando já se tem diploma e uma carreira consolidada, muito me admira um profissional não querer que sua categoria fortaleça-se. Um profissional formado terá sua mente afinada, estará preparado para enfrentar o mundo globalizado em que vivemos. Um jornalista sem diploma é um individuo sem conhecimento de causa. Ao meu ver, retrocesso seria deixar uma profissão tão nobre e de tamanha valia para a sociedade totalmente abandonada e que certamente definharia, por meras convicções ideológicas.

  7. coccordo com todos os colegas que comentaram este post , o diploma para jornalista tem de ser obrigatório sim ,neste caso vc está completamente equivocado Paulinho …………..

  8. Nessa vc pisou na bola. Lamentável.

    Não vou falar mais do mesmo que já está nos outros comentários.

    “No caso de um administrador, que tem que ter conhecimentos tecnicos específicos, a Faculdade tem que ser realizada.”

    Nunca vi o Jornalismo como uma profissão sem conhecimentos técnicos específicos…

  9. Caro Paulinho, como leitor assíduo deste blog,discordo totalmente de vc, caro amigo de profissão. Existe uma grande diferença em “liberdade de expressão”, e “livre exercício da profissão”, Qualquer cidadão que queira escrever em redes sociais, por exemplo, continuará fazendo-o tranquilamente, pois assim a Constituição assegura. Mas não poderá fazê-lo sem diploma em um jornal, programa de tv, rádio e afins.
    Da mesma forma que se exije diploma para ser advogado, médico, engenheiro e demais.
    Para qualificar ainda mais o jornalismo e produzir conteúdo de qualidade para o Brasil e para o mundo, exigência de diploma já!!!

  10. conheço muita genti que sabe mais de horta do que agronomo.conheço cozinheira que faz comida melhor do que profissionais formados.existem profissoes e profissoes.muitas a faculdade é condição sine qua non.ou jogador profissional estudou na faculdade pra jogar?povo caustico por aqui em paulinho!e quando serão profissionalizados os politicos?precisa de diploma pra fazer “cagada” né.desde quando preciso ler jornal
    pra saber mentir?povo que engole o que se faz no governo merece o governo que tem! e segue como éra, é e sera:GENI.

  11. Paulinho,

    No caso da administração (sou administrador) com base nos seus argumentos para o jornalismo também seria possível trabalhar sem graduação. Algumas funções da nossa profissão podem ser feitas por qualquer pessoa com capacidade de raciocínio crítico porém, como você disse, para ela ser completa precisa de conhecimentos técnicos específicos para em áreas como finanças e investimento tomar decisões com embasamento e não apenas no achismo. Na área de jornalismo acontece o mesmo. Para se comunicar qualquer pessoa pode ter essa capacidade porém, a capacidade de emitir uma opinião e avaliar a forma de emiti-la, como ela vai ser recebida e interpretada precisam de técnicas mais aprimoradas.
    OBS.: Quando você diz que apenas 6 meses do curso são aproveitáveis deixo uma pergunta para todos pensarem: a universidade em que você se baseia é referência no ramo? Outro ponto é, a pessoa se dedicou como deveria para aproveitar o curso?
    Como sou administrador, sei que muita gente fala que meu curso não vale nada, porém se baseiam em instituições de ensino pouco compromissadas e/ou em alunos pouco envolvidos e/ou alunos que durante o curso não puderam ter o mínimo contato concreto com sua área (exemplo: a pessoa cursa administração mas trabalha como caixa de banco. A rotina da pessoa como caixa é de muito trabalho, com pouca área de contato de fato com a administração e assim a pessoa não tem tempo de aprofundar seu conhecimento).

  12. Paulinho, não está impedindo ninguém de escrever em jornal, isso não é restrição, não é contra a liberdade de expressão, forma tão difundida pelos barões da comunicação para diminuir a importância da formação superior. Depois do tão malfadado julgamento feito pelo STF, garanto que, os profissionais são tratados ainda mais como lixo. Vários acordos são desrespeitados e muitas outras coisas acontecem e ninguém fala nada. Você que fez a faculdade, deveria ficar do lado daqueles que também estão em igual condição. Lembrando que, diploma não garante emprego, isso vale para qualquer profissão. A precarização se tornou muito comum. Não diminua a luta daqueles que, ainda sonham com um país com nível cultural um pouco melhor.

  13. Paulinho, o diploma tem de ser exigido. Nosso ouvido não é pinico. Sim, há maus profissionais formados em jornalismo como em qualquer outra profissão; o que não significa que devemos deixar que gente sem qualificação faça o trabalho desses primeiros.

  14. Paulinho, discordo.
    Sou jornalista formado, com MTB, há anos, e vi na faculdade dezenas de então estudantes cometerem os maiores absurdos à profissão, de textos mal redigidos a entrevistados fictícios. Porém, a mínima bagagem acadêmica, bem como o crivo de alguns professores mais atentos, certamente os fez pensar na profissão como se apresenta, e não em um mero mar de rosas na bancada do telejornal, como muitas colegas suspiravam.
    A matéria-prima do jornalismo sempre será pública, mas as ferramentas são adquiridas por meio de processos escolares e vivenciais, não excludentes. Você, por exemplo, tinha a indisposição contra aquilo que boa parte de nós detesta: a corrupção, a bandidagem, a cartolagem no futebol. Certamente, a vivência acadêmica o qualificou e, para mim, isso fica claro em suas postagens. Esteja certo de que o diploma, como objeto de desejo, único, tangível, é tolo, mas o que encerra o processo de quatro anos, isso sim, não tem preço.
    Abraço.

  15. Posso concordar com 90% do seu post, mas em relação a formação universitária você pisou feio. Com certeza o pior comentário que já li de sua autoria.
    Paulinho, nem tente argumentar pois quanto mais mexe mais fede!

  16. No Brasil existe conceito de que a conclusão de Curso Universitário da maior credibilidade as pessoas.

    Na pratica isso não funciona, haja vista a desordem que acontece nos diversos setores do nosso Pais.

    Os maiores interessados na exigencia do “DIPROMA” de jornalismo, são os proprietarios de Faculdades, estão como sempre, esfregando as mãos para arrecadarem mais com determinados cursos, longos e matérias sem nexo.

    Ensinam muita teoria e 90% não se aproveita, o que realmente regula a profissão é o mercado de trabalho, quanto mais especilização, maiores são as chances de qualquer profissional prosperar na sua area de trabalho.

    O que estamos vendo é uma “ELITE SINDICAL” sem qualquer compromisso com a Liberdade de Expressão e sim com muitos objetivos politicos.

    Basta verificar o que acontece com o cidadão que obtem o devido Registro de Jornalista (MTB) no Ministério do Trabalho, mas que não possui o referido “DIPROMA”, quando se dirige até o Sindicato para se filiar ou obter a Carteira de Jornalista, lhe é negado esse direito, ou seja, estão se lixando para o que foi decidido pelo STF.

    Onde esta o caráter, a ética, o compromisso com a verdade, desses dirigentes sindicais.

  17. Paulinho , acho que você está apenas se defendendo porque trabalhou por um bom tempo sem diploma.Pense bem, já pensou se todas as profissões que dependem de diploma pudessem ser feitas por pessoas que teoricamente teriam talento para ocupá-las ? nem precisaríamos de faculdade mais , é só pegar os que fazem conta bem para serem engenheiros , aqueles que gostam de biologia para serem médicos e aqueles que se expressam bem para serem advogados.

  18. Na verdade, enxergo essa “exigencia” do diploma necessaria, isso em todas as areas, não somente porque vc precisa aprender coisas especificas sobre as areas (o que em jornalismo não se aplica), mais sim pq o ensino base (1º e 2º grau) não é suficiente para a formação de uma pessoa, quem dira, ajudar alguem a escolher sua profissão…
    Algo que era diferente há uns 20 anos atras… Hj em dia, qualquer oreia tem o ensino médio completo, apenas pq assinou a lista de chamadas…

    Se assim continuarmos, teremos o jornalismo corrompido e semi-alfabetizado.

  19. PAULINHO, VOU SER BEM OBJETIVO EM DISCORDAR DE VOCÊ:
    O DIPLOMA TEM QUE SER EXIGIDO, POIS, JORNALISMO É PROFISSÃO, COMO TAL, PRECISA-SE DE QUALIFICAÇÃO.
    DIZER QUE A OBRIGATORIEDADE FERE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO É UMA IGNORÂNCIA TREMENDA… MESMO COM A EXIGÊNCIA DO DIPLOMA, TODOS AINDA PODERÃO SE COMUNICAR… MAS HAVERÁ RESTRIÇÕES QUANDO SE TRATAR DE TRABALHO FORMAL…
    VOCÊ POR EXEMPLO, PAULINHO, É UM MAU PROFISSIONAL DA COMUNICAÇÃO: COMETE ERROS GRAVÍSSIMOS DE ORTOGRAFIA, CONCORDÂNCIA E DIGITAÇÃO… E SE DIZ TER DIPLOMA… IMAGINE SE NÃO TIVESSE… NÃO ACHA? (RISOS)

  20. Paulinho, você está antenado com o estado de direito democrático, sua visão é ampla, geral e irrestrita, em poucas palavras consegue iluminar todo o imbroglio. Os cidadãos precisam aprender a respeitar as instituições e suas decisões (no caso o STF); dezenas de paises do denominado mundo ocidental desenvolvido e em desenvolvimento, incluindo todos da Europa, EUA, etc., não tem essa exigência do diploma. A emenda do Senado ou da Câmara vai cair no vazio, não vai dar em absolutamente nada, a decisão do STF é irreversível e enquanto estivermos numa democracia plena ela irá prevalecer.

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