Andres Sanches e Wadih Helu – quando o poder e os “negócios” valem mais do que a história

No ano de 2001, Andres Sanches foi expulso do Corinthians, após ser flagrado pelo vice-presidente Nesi Curi desviando jogadores da categoria de base, da qual era monitor, para o Palmeirinha da cidade de Porto Ferreira.

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Fazia apenas seis anos que Sanches, antes “André do Rio”, codinome oriundo dos tempos de contravenção, havia sido apresentado, ao clube, pelo empresário da “sorte” Jaça, como se fora um “empresário” bem sucedido.

Junto com a derrocada do agora presidente, outro cacique atual, André Negão, ficou sem lugar no Corinthians, à época.

Motivo pelo qual precisaram planejar a volta por cima, mesmo que para tal tivessem que trair alguns princípios pelos quais juraram lutar.

Todos sabem que as torcidas organizadas do Corinthians, entre as quais os “Gaviões da Fiel”, que hoje, por remuneração, apóiam Andres Sanches, foram criadas para combater as ditadura e os desmandos de Wadih Helu.

Na diretoria do Corinthians atual há muitos fundadores destas facções, entre eles, o próprio Andres.

Porém, no desespero de voltar a ganhar dinheiro com negociação de jogadores, todas as promessas foram esquecidas.

Confira abaixo, trecho da revista Época, que demonstra a submissão, além do apoio político e financeiro da dupla, para que Wadih Helu “convencesse” Nesi Curi a repatriá-los para o Corinthians.

Sabemos depois que, tanto Nesi quanto Helu, tornaram-se parceiros de “negócios” do grupo de Andres Sanches, entre eles, André Negão, Mané da Carne e Wando Morais, que, até os dias de hoje, infelicitam o Corinthians com suas negociatas.

“Fui à fábrica falar com o Andrés”, diz André Negão. “Disse a ele que a nossa chance de voltar para o Corinthians era apoiar a campanha do Wadih.” Sanchez respondeu:

– Você tá louco, tio. Isso eu não vou fazer nunca. Sou do PT, c… Se os caras descobrem um negócio desses, eu tô perdido. Não dá, tio.

– Então, tio, você não quer ser diretor – disse André desolado, já saindo.

– Ô tio, volta aqui. Você tem certeza que se eu fizer isso eu posso ser diretor do Corinthians?

– Claro, tio! Você não vive dizendo que quer ser presidente? Pois o caminho é esse. O Nesi é assim com o homem.

Poucas empresas apoiaram uma campanha de Wadih Helu com o calor da Sol Embalagens. Teve churrasco em chácara alugada, para mais de 1.000 pessoas, e material de campanha a valer. Ao ver todo aquele apoio, Nesi Curi mudou de opinião sobre os “tios”. Ainda em 2002, a pedido de André Negão, fez com que Dualib nomeasse os quatro mosqueteiros conselheiros vitalícios do Corinthians. No passo seguinte, Sanchez realizou a primeira parte de seu sonho: diretor de esportes terrestres, no quarto e penúltimo mandato consecutivo de Alberto Dualib (2003-2005).”

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