Corinthians massacra São Paulo no Pacaembu

Aproveitando-se da fragilidade de uma equipe remendada do São Paulo, e de uma expulsão ainda na primeira etapa, o Corinthians jogou um segundo tempo impecável e massacrou o Tricolor por cinco a zero, no Pacaembu.
E poderia ter sido muito mais.
Vale destacar a enormidade de futebol que jogou o meia Danilo, além, é claro, do faro de gol sempre apurado de Liedson.
No primeiro tempo, embora ficasse mais tempo com a bola, e estivesse constantemente no ataque, poucas jogadas agudas foram criadas pelo time corinthiano.
Já o Tricolor, com um time de garotos, impressionava pela postura no contra-ataque, vez por outra sendo até mais perigoso que o adversário.
O panorama do jogo foi alterado quando, ao meu ver de maneira rigorosa, a arbitragem expulsou Carlinhos Paraíba, do São Paulo, facilitando a vida do Corinthians.
Rigor que não teve em outros lances da partida, para ambos os lados.
Depois não teve peito de colocar Rogério Ceni para fora, que só faltou tomar-lhe o cartão e expulsá-lo da partida.
No segundo tempo, se o São Paulo tinha alguma pretensão, ela se foi com apenas 40 segundos de jogo.
Quando Jorge Henrique levantou na área, Liedson desviou de letra, e a bola sobrou para Danilo, que deixou Bruno Uvini sentado, num corte seco, e bateu, com enorme categoria, no canto direito de Rogério Ceni.
Porteira aberta e os garotos do Tricolor ficaram perdidos em campo.
O segundo gol não tardou a surgir, quando, aos 8 minutos, escanteio foi batido pela direita, Paulinho cabeceou, Ceni fez defesa milagrosa, mas, no rebote, Liedson, com categoria, deu apenas um toquinho para encobrir o goleiro, que já estava caído no gramado.
O massacre se desenhava.
Ralf mandou bola na trave, aos 14 minutos e, logo depois, Liedson tratou de ampliar o marcador.
Três a zero, incontestáveis.
Gritos de “olé” eram ouvidos das arquibancadas quando, aos 35 minutos, Danilo, sempre ele, cruzou da esquerda para Liedson marcar mais um.
Rogério Ceni não acreditava no que estava presenciando e, dois minutos depois, levou um frangaço, em batida da intermediária de Jorge Henrique, no meio de gol, que passou embaixo de seu corpo, e foi morrer, lentamente, no fundo das redes.
Daí por diante o Tricolor torceu para a partida acabar rápido, e o árbitro do jogo nem acréscimo de tempo concedeu.
Um massacre que deve animar, e muito, a equipe corinthiana nesse início de campeonato, e, com certeza, transformará o então bom ambiente tricolor, em uma semana tensa e de cobranças sobre seu treinador.
Em tempo: Muita gente está falando sobre uma jogada de pênalti que teria ocorrido em cima do atacante Willian. Na transmissão da rádio MidiaCast, este jornalista e o narrador Diguinho tivemos a impressão de penalidade, já Andre e Fernando não consideraram assim.
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