Ricardo Teixeira é suspeito de corrupção, mais uma vez…
Cada vez que escutamos o ranger dos velhos baús de segredos da FIFA sendo abertos pela imprensa que se incomoda com a imoralidade sentimos o terrível aroma de podridão proporcionado pelas negociatas de seus dirigentes.
Na última semana dois jornalistas ingleses escancararam – com provas – um esquema de compra de votos envolvendo dois membros da entidade, um nigeriano e outro taitiano.
Ontem o “Daily Mail”, também inglês, acusa o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de estar envolvido num esquema para facilitar a escolha da Espanha como sede do Mundial de 2018.
A notícia em si, evidentemente, não nos causa surpresa, muito menos a suposta associação com outros dirigentes da América, como o argentino Julio Grondona e o guatemalteco Rafael Salgueiro.
Não podemos esquecer que o Brasil foi candidato único do continente para sediar o Mundial de 2014, decisão esta que não deve ter sido decidida sem que muitos “acordos” tenham sido efetuados.
E que, recentemente, em entrevista à ESPN Brasil, outro renomado jornalista europeu, Andrew Jennings, disse com todas as letras que Ricardo Teixeira e João Havelange receberam propina da ISL para votarem a favor de seus projetos na entidade.
Inquérito que está aberto ao público no judiciário suíço.
Duvido que o presidente da CBF se prestaria a este papel apenas para agradar seus parceiros, sem que nenhum tipo de benefício pessoal tenha adentrado em seus bolsos.
Duas CPIs do Futebol, das quais saiu com 17 indiciamentos, também teriam a mesma impressão que a deste blog.
O mundo do futebol, tão milionário, está divido entre pequenos grupos, que se associam e dividem os interesses, da mesma maneira que ocorria em Chicago, na época em que gente como Al Capone dominava as ruas.
A diferença é que os “Chefões” atuais brigam menos e se acertam mais, evitando assim que sejam punidos por seus crimes.


