Jogando para a galera
O São Paulo enviou para a FIFA garantias de que pode realizar uma reforma em seu estádio orçada em pouco mais de R$ 265 milhões.
Chegou até a relacionar os nomes dos parceiros que participariam do projeto, com suas respectivas colaborações.
Bastou para que alguns analfabetos funcionais invadissem o blog com histerismo típico dos torcedores organizados, dizendo as mais variadas bobagens.
“E agora, você disse que o São Paulo não tinha investidores ?”, “O Morumbi estará na Copa!”, etc.
Vamos colocar os fatos como eles realmente são.
Em primeiro lugar, todos esquecem que o projeto em que os dirigentes tricolores afirmavam ter investidores, mentindo, não é este, e sim o anterior, aprovado pela FIFA, mas deixado de lado pelo clube exatamente por saber que não pode honrar com o que prometeu.
Nunca houve uma empresa sequer interessada em colocar dinheiro na reforma de R$ 600 milhões, que visava adequar o Morumbi para a abertura do Mundial.
Mente também quem diz que esta solução, mais barata, encontrada pelo Tricolor, já foi pré-aprovada pela FIFA.
Não é verdade também que, em caso de aceitação da entidade, o estádio seria sede de uma das semi-finais.
Teria, no máximo, jogos menores, das oitavas de finais, sendo disputados.
Tudo indica que o intuito do Tricolor nem é mais o de realizar o Mundial, até porque, sabe que a FIFA está propensa a nem colocar o próximo DVD em seu aparelho.
O São Paulo precisava mostrar para seu torcedor que não mentiu, mesmo sabedor de que em nenhum momento falou a verdade.
Apresentou um projeto, por desencargo de consciência, e juntou investidores que de antemão sabem que não precisarão dispor de dinheiro algum.
Depois o discurso será: “Eu apresentei, tudo certinho, eles é que não quiseram…”
Pois é.
E tem gente que acredita…
Em tempo: Sou CONTRA a construção de um novo estádio em São Paulo com dinheiro público. E mais contra ainda se ele for doado para uma entidade privada, seja ela, Corinthians ou Santos, como vem sendo anunciado pela imprensa. Minha opinião sobre o Morumbi é baseada em fatos. Apenas isso.

