Crepúsculo da incompetência.

A eliminação corinthiana da Copa Libertadores da América marcou o crepúsculo de uma das mais incompetentes e desonestas gestões da história do Corinthians.

Marcada por negociatas de jogadores (83 contratados), truculência, aproximação com grupos estrangeiros pouco recomendáveis e um departamento de Marketing que encobria com mentiras os inúmeros erros administrativos.

Tirando a contratação de Ronaldo, que salvou uma eleição perdida para Andres Sanches, pouca coisa pode ser comemorada no departamento de futebol.

Comandado por um delegado suspeito de corrupção e um treinador que privilegia seu empresário, o destino não poderia ser melhor.

Os resultados, até o momento, são muito ruins.

Logo de cara, Andres Sanches ajudou a levar o Corinthians para a Segunda Divisão.

Um vexame histórico.

Depois, já com Mano Menezes, e com a cobertura da imprensa amiga, tratou o retorno à primeira divisão como se tivesse conquistado o Campeonato Mundial.

Doutrinados e de bolso recheados, as organizadas contribuíam para a farsa, e comemoravam como nunca.

Enquanto isso, as negociatas rolavam soltas, e a turma de Andres se divertia.

Veio a final da Copa do Brasil, contra o Sport/PE.

Mais uma derrota.

Logo depois tem início a era Ronaldo Fenômeno.

E a incompetência, por hora, é esquecida.

O Corinthians disputa cinco campeonatos.

Dois paulistas, uma Copa do Brasil, um Brasileiro e a Libertadores da América.

Em escala de importância, vence os dois menos relevantes.

O paulistinha, que dispensa comentários e a Copa do Brasil, onde as principais equipes, disputando a Libertadores, ficam de fora.

Sucessivos vexames, no Brasileiro e no próximo paulistinha, são desculpados com a promessa de que o clube estava se preparando para vencer a Libertadores do Centenário.

A incompetência na preparação da equipe ficava evidenciada a cada dia.

Mano Menezes insistia em escalar apadrinhados e atletas que pudessem proporcionar lucro para seus parceiros.

Contratações sem critério e dispensas de atletas importantes enfraqueceram o elenco.

O ultimo time, escalado para a partida decisiva contra o Flamengo, jogou junto pela primeira vez.

Deu no que deu.

Esperamos agora que este choque de verdade trate por acordar o torcedor corinthiano sobre a realidade de seu clube.

Administrado por gente desonesta, sucateado para empresários da bola, com patrocínio vinculado à titularidade de Ronaldo, dívida crescente, sem nenhuma perspectiva de melhorar o rendimento financeiro.

Não foi falta de aviso.

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