Advertisements

Palavra do Magrão

Cuidado com o andor

Por SÓCRATES

A vitória nesse jogo em Rosário bem que poderia ter sido da Argentina, e não do Brasil. “Mas como?”, perguntaria o leitor. Questionado pelos colegas do Cartão Verde, na quinta-feira passada, respondi que venceria quem fizesse o primeiro gol.

E por quê? Ora, pois! Porque, em uma partida decisiva, como sempre deve ser visto um clássico como esse, independentemente da situação em que se encontram os oponentes, o fator emocional é sempre determinante. Como é, aliás, da natureza das questões futebolísticas. E, no confronto de duas potências tradicionais e rivais ao extremo, passam a ser imprescindíveis as considerações anteriores a qualquer confronto.

O Brasil fez primeiro e venceu. Mas o que aconteceria se a Argentina marcasse primeiro, o que não seria nenhum absurdo já que jogara melhor até ali? O que ocorreria com a nossa seleção? Manteria a qualidade do seu jogo diante da pressão de estar atrás no marcador?

Acredito que não, até porque este time passou algumas vezes por algo semelhante nestas mesmas eliminatórias e não soube como se manter equilibrado. Portanto, a vitória provavelmente iria lustrar o ego dos argentinos, diferentemente do que acabou acontecendo. E quem estaria enganado acerca de sua seleção neste instante seriam eles.

Nosso time está pronto. Ponto. Só porque não temos nada melhor. Ainda não me convenceu por inteiro, como ocorreu com alguns que só veem o resultado e jamais o desempenho. Este time pode, com a mesma formação, jogar mais do que sempre fez. Tem um potencial inexplorado extraordinário.

Será que temos de nos contentar com pouco se podemos ter mais? Eu não. Continuo esperando crescimento, pois sei o que nos espera daqui a um ano. Mas parece que criticar na vitória é crime por estas bandas. Que fiquem com o que têm.

Um péssimo exemplo desta, digamos, irritação com as opiniões mais exigentes vem dos mais altos escalões do comando- do nosso selecionado. Quando questionados sobre episódios corriqueiros em uma partida de futebol, nem sempre se sentem confortáveis a analisá-los, como se obrigação não tivessem com a opinião pública. É óbvio que as perguntas nem sempre são suficientemente inteligentes, mas, como diria Vicente Mateus, quem “está na chuva é para se queimar”.

É desnecessário, portanto, dizer que determinadas reações são um disparate sem sentido. No jogo contra a Argentina, como é de opinião coletiva, a defesa adversária, antes mesmo do início da peleja, já provocava arrepios en nuestros hermanos, pois sua fragilidade estava escancarada na história pregressa de alguns de seus integrantes.

Um deles, por sinal, esteve por aqui sem obter sucesso. Muito pelo contrário, foi um tremendo fiasco, como qualquer corintiano, mesmo tendo eventualmente nascido na Argentina, deve se lembrar bem. Pois é, um zagueiro como esse fez parte da equipe argentina que afrontou a seleção brasileira no último final de semana, e mais uma vez provou suas limitadas aptidões para o ofício. E depois, nossos comandantes não querem que essa realidade venha à tona, como se estivéssemos enfrentando o maior dos esquadrões. Doce ilusão de quem nunca espera cérebros ávidos por questionamentos.

O time argentino de sábado talvez seja o mais fraco jamais visto em partidas de Copa do Mundo. Esta pelo menos é a minha opinião e de outros mais que acompanham o futebol dos vizinhos de há muito. Com isso, e contra toda a tradição envolvida nesse clássico, seria natural dizer que a vitória nacional não passou de obrigação de quem é melhor (ou se arvora em ser). Não devemos respeitar, contudo, o tremendo passado dos que conosco dividem as maiores considerações positivas sobre o melhor futebol do planeta.

Inclusive porque tiveram sob sua malha um craque da expressão de Maradona, que mais que um gênio ofereceu-nos fantasias evidentes daquilo que consideramos de mais belo e precioso nesse esporte. Ainda que, de certa forma, arrogante em suas disputas pelo título de maior jogador da história ou tenha se mostrado até aqui como um treinador algo perdido no comando da sua seleção. O que de forma alguma significa não possuir qualidades para ser um grande comandante. Seria uma temeridade, neste momento, afirmar isso.

Até porque ele tem se apresentado absolutamente íntegro, mesmo em situações extremamente desfavoráveis, como depois da derrota para o Brasil. Algo impensável para alguns dos integrantes da nossa seleção. Finalmente, poderíamos dizer que hoje estamos melhores que os argentinos, o que não nos transforma em semideuses para as batalhas que advirão. Principalmente nas terras de Nelson Mandela.

Advertisements

Facebook Comments

11 comentários em “Palavra do Magrão”

  1. Sócrates, na miha opinião o melhor jogador Eu vi atuar pelo Corinthians. Era mágico vê-lo jogar. Era elgante no trato com a bola.Nos dava orgulhoso.Toques de calcanhar. Chutes de longe preciso. Poxa que saudades.

  2. SOCRATES NA MINHA OPINIÃO NÃO ENGRAXOU A CHUTEIRA DO SEU IRMÃO RAI.
    TITULOS DO RAI:
    PAULISTÃO: 86-91-92-2000
    BRASILEIRO: 1991
    LIBERTADORES: 1992/93
    MUNDIAL: 1992

    SOCRATES:

    PAULISTÃO: 82/83 E SÓ.

  3. Raí conquistou mais titulos, se deu melhor na Europa, mas…
    Então o Rivelino é outro sudito do rei Raí?

    Raí: ótimo jogador.
    Sócrates: Gênio.

  4. SOCRATES, A ARGENTINA TEM TIME.,AS ESTA MAL ARMADA, OS DOIS QUE JOGAM NO INTERNACIONAL TEM LUGAR NO TIME. ACHO QUE SERIA OTIMO PARA O FUTEBOL MUNDIAL SE A HOLANDA OU INGLATERRA GANHASSE A PROXIMA COPA

  5. O Doutor continua fazendo golaços. Perfeito o seu comentário. Grande Magrão, o melhor que vi jogar com a camisa do Timão (ao lado do Riva).

  6. Só gostaria de saber como o Doutor pode comentar tão bem se durantes os jogos deve estar viajando depois de dúzias de geladas

  7. FABIO, EU RESPEITO O CORINTHIANS, PORQUE AO CONTRARIO DE OUTROS, QUANDO GANHOU DO TRICOLOR FOI NO CAMPO.

    AGORA AI NESTE CASO AQUI, VOCE FALOU BOBAGEM.

    O CARA CITOU NUMEROS.

    GENIO FOI PELEH, FOI MARADONA, ZINEDINE ZIDANE, BECKENBAUER, OS CARAS QUE LEVAVAM O TIME NAS COSTAS.

    O SOCRATES FOI UM OTIMO JOGADOR, MELHOR QUE O RAI TALVEZ, MAS OS NUMEROS DESMENTEM NOSSA TEORIA.

    EU FICO COM O RAI, E VOCE COM O SOCRATES.
    O MOTIVO DESSA ESCOLHA EH SIMPLESMENTE O CORACAO.

    ABRACOS.

    ***(*) ******(*)

  8. EH ISSO AE. DE ACORDO TOTAL, E MAIS, A ARGENTINA TEM QUE IR PRA COPA.
    SENAO DEPOIS SE A GENTE GANHAR, ELES VAO DIZER QUE FOI PORQUE ELES NAO ESTAVAM…

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    E ELES SAO CAPAZES DE FALAR ISSO, ACREDITEM.

    ***(*) ******(*)

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
Powered by
%d blogueiros gostam disto: