Por MARCELO DAMATO

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Quando Ronaldo foi contratado pelo Corinthians, a frase mas repetida era: se, do ponto esportivo, a contratação é uma incógnita, como negócio já é um sucesso. Quem criticava até dizia que o Corinthians estava pondo o marketing na frente da parte esportiva.

Passado um mês, o que aconteceu? O Corinthians já gastou pelo menos R$ 500 mil com Ronaldo: R$ 140 mil de salário, R$ 70 mil de encargos, R$ 260 mil de direitos de imagem e mais pelo menos R$ 30 mil em variados custos extras, de viagens, assinatura de contrato, taxas disso e daquilo e outras coisas mais.

Quando Ronaldo gerou para o Corinthians no primeiro mês? Zero.

O Corinthians não fechou nenhum contrato de patrocínio, seja de camisa, seja de calção, seja de mangas.

A famosa venda de camisas não rendeu nem um mísero centavo ao clube, pois em 2008 a venda não atingiu o valor mínimo de 500 mil peças anuais, segundo o próprio departamento de marketing. Só a partir desse patamar é que o clube começaria a receber royalties.

Nenhum jogador assinou contrato com o Corinthians por sua  causa. A declaração de Kléber de que o presidente do Dynamo o queria no clube, para jogar com Ronaldo, se revelou uma balela – os ucranianos nem quiseram ouvir falar em empréstimo.

Nenhum jogador aceitou ganhar menos para ir para o Corinthians. Até Souza, que bateu boca com Diego Tardelli sobre quem seria o parceiro do Fenômeno no Flamengo, já tinha concordado com R$ 170 mil no Santos e fechou por R$ 175 mil com o Corinthians.

O amistoso para apresentação de craque se revelou outra encrenca. Nenhum clube se sensibilizou em atuar contra o clube do Ronaldo – até porque o próprio não estará em campo.

Ou seja, Ronaldo, até este momento, não deu qualquer retorno material ao clube. Atraiu a atenção da mídia estrangeira? Sem dúvida. Mas essa atenção não teve qualquer forma de materialização, nem mesmo um convite para jogar fora do país.

Para onde quer que se olhe no caixa do clube, o que se vê é nada. O sucesso de marketing ainda é uma expectativa.

A única receita extra à vista é o aumento do preço da numerada do Pacaembu.

Por um pagamento de R$ 400 mil por mês, é bom Ronaldo começar a jogar logo.

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